Ela olha para mim, mas nunca sorri

CLÁUDIO (jovem) — Olha para mim, mas não me vejas. ... Que conseguia ultrapassar a minha fealdade. E ela nunca se esqueceu disto. ... enfim, à sociedade. Não estou perfeito, mas disfarço ... Quando ele olha para mim ele nunca sorri. Louco por ela e ela nem me olha. Ele olha muito para mim,mas beija outra. Ele olha para outras garotas. Ler. ele gosta de mim ou só quer me usar? Facebook Twitter WhatsApp. 2 Comentários. verdadeira disse: A fisionomia pode até parecer meio séria, mas no fundo ela sorri, no fundo ela só ri. Olha mim, mas olha como se fosse desbravar alguns segredos mais ocultos. Talvez eu seja como uma gruta, pode ser difícil chegar até lá, o caminho não é dos mais fáceis, mas só que quem chega até o final consegue ver as águas intensamente azuis e ... Mas existe um truque para saber se ela possui interesse em você: você precisa saber em que direção ela olha! Se ela desvia o olhar para baixo, é um sinal que ela está atraída, percebendo você com uma energia sexual igual ou superior. Se ela olhar para o lado significa um talvez e que ela ainda está em dúvida. Talvez ela pode estar ... Ela vive a vida como se fosse uma festa, e ela está na lista. Ela olha para mim como se eu fosse uma tendência que ela já superou.(…)Mas sofisticação não é o que você veste, ou quem você conhece ou puxar as pessoas para baixo para chegar onde você quer ir. Ela disse pra mim que tem namorado, na empresa tem muitos funcionários e ela conversa com todos, mas a pessoa que conversa mais sou eu. Desses tempos pra cá ela começou a ficar diferente, olhando muito para mim e sorrindo, eu olho pra ela e ela sorri com olhar brilhante, é sempre assim, eu percebi também que ela me persegue. Tem um homem mas velho ele é motorista de ônibus,quando eu entro ele não mim olha aí quando eu sento na cadeira ele não tira o olho de mim,fica mim olhando no espelho do ônibus,de tanto ele fica mim olhando fiquei apaixonada por ele mas ele é vergonhoso demais,só trocamos olhares de longe mas eu sinto q ele sente algo por mim,um dia na hra de desse eu olhei pra ele ele tava todo ... Quando ele olha para mim ele nunca sorri. ... Antes era eu, mas agora ele só olha para ela. Ler. Primeiro beijo. Só que não. Facebook Twitter WhatsApp. 2 Comentários. Donuti disse: 06/05/2015 às 06:35 . Querida, muda o disco. Esse produto aí já venceu a tempos, quem está perdendo tempo com isso é você. Neste momento sou. Do mundo dela. Ela olha-me com admiração. Ela pára imediatamente de chorar quando me vê. Ela sorri quase sempre que cruza o meu olhar. Ela nunca se cansa de olhar para mim, copia-me, aprende, imita. O dia inteiro. Ela encosta a cara dela na minha e fica assim por tempo indeterminado. Como se fossemos novamente uma só. Tradues em contexto de olha para mim en portugusitaliano da Reverso Context Sentate a, olha para mim e dizme porque ests aqui Ele olha para mim e v outros motivos Uma mulher muito jovem olha para mim e sorri

Cada vez mais quebrado e tentando juntar os cacos

2020.09.09 04:41 kriskastro Cada vez mais quebrado e tentando juntar os cacos

Gente, já li de tudo por aqui e adoro os temas sobre relacionamento. Dessa vez chegou a minha vez de desabafar. : PS: Sorry pelo textão, mas é que eu preciso externar um pouco de tudo pra ver se me serve de alguma coisa.
Já não sou mais um adolescente, mas também não chego a ser já um adulto de meia idade; mas tá perto rs. Tenho 27 anos, já beirando os 28. Nunca engatei definitivamente em um relacionamento sério e nem sei se sou preparado para isso efetivamente, serio mesmo. Minha família é meio fudi* sobre relacionamentos. Pais separados, confusões aqui e ali e até pelo que pude perceber sobre os que estão além dos meus pais, digo tios e tias, a situação não é muito animadora ou exemplar. Enfim, sinto até que de alguma forma por não ter bons exemplos ou referências em casa isso de alguma forma pode ter me afetado, me travado, ou até mesmo me ter deixado com um certo nível de ansiedade/panico. Sei lá. Moro com a minha mãe ainda e meu irmão mais novo.
Sou uma pessoa que simplesmente não sai e resolveu viver isolado na sua própria bolha; diria até que com poucos amigos próximos, digamos assim... (sabe daqueles que você pode literalmente contar com eles para o que der e vier? Pois é.). Já sou formado, pago as próprias contas, ajudo até de certa forma a segurar ainda a estrutura financeira abalada em casa. SIM, meu pai era o provedor do dinheiro como toda "família tradicional" brasileira; mas hoje me dia minha mãe já tem a fonte de renda dela que se complementa com a minha. E meu pai acho que ainda ajuda só por conta do meu irmão mais novo mesmo.
Enfim, sinto que o tempo vai passando e passando e a maneira como eu vivo hoje me incomoda. Não quero ter esse papel de "pai provedor" da família que eu ainda não tive, se é que me entendem. Sinto que preciso mudar e sair dessa zona de (des)conforto, mas ao mesmo tempo vivo um dilema entre a responsabilidade para com aqueles que estão comigo e a vontade de construir algo meu, a minha própria história. Agora assim, sair de casa pra (sobre)viver e ficar a ver navios é foda, até pq a vida sozinho é bad trip total. Nessa parte, já quero introduzir o tema o relacionamento que até então são inexistentes; penso que de alguma forma quando você tem alguém que vale a pena você lutar para que as coisas deem certo, e obviamente a pessoa também queira, de alguma forma os dois conseguem encontrar alguma felicidade em meio a tudo, mesmo diante das dificuldades.
Mas vamos lá que já estou é divagando aqui. Sobre relacionamentos: sou uma pessoa extramente fechada. Não saio. Como disse, sou de poucos ou quase nenhum amigo próximo. Não considero conhecidos ou colegas de trabalho como alguém que se pode contar muito, sabe. Obviamente pra não pirar da batatinha, pelo menos cresci aderindo ao hobby de jogar video games pra aliviar um pouco o estresse e até a deprê - na verdade herdei esse hobby da adolescência e acho que os sentimentos meio depressivos também. Tenho ps4 que mal jogo hoje em dia, mas ainda me divirto um pouco no pc com uma galera muito massa no lol kk. SIM. 27 anos jogando ainda League of Legends. Mas voltando... pra piorar um pouco, tenho de certa forma uma atração, ou sei lá um imã, pra garotas que são bem peculiares, digamos assim.
O meu primeiro contato na adolescência que talvez pudesse ter rendido um relacionamento foi com uma garota que conheci no Tinder. Eu deveria ter uns 17 anos mais ou menos. Nem tinha entrado na faculdade. Ela era gata e inteligentíssima, mas não me recordo o nome dela. Sente o drama: depois de semanas conversando e praticamente se descobrindo quase que nascidos um pro outro, ela me revelou que fazia tratamento para câncer e já faziam anos e mais anos na luta. As fotos dela eram de peruca, sabe. Tanto que depois de semanas ela começou a me mostrar as fotos já carequinha. Ela morava no interior e vinha de tempos em tempos aqui pra cidade fazer o tratamento dela. O namorado dela a deixou depois dessa bad trip. Enfim, um negócio pesadíssimo. Quase como A culpa é das estrelas. : O tempo passou, coisas aconteceram, a vida foi entrando numa velocidade frenética. A faculdade chegou, as provas, os semestres, os estágios, a rotina maluca e simplesmente fomos aos poucos deixando de nos falar e eu simplesmente não sei o final dessa história. Mas me arrependo quase que amargamente de não ter ido conhecer ela pessoalmente independente do desfecho.
Na faculdade, me apaixonei por uma garota. Mas nem vou me alongar muito. A thread da facul: depois de anos estudando juntos, me declarei pra essa garota e para minha surpresa uma amiga nossa em comum também fez a mesma coisa. A garota da história é bi e eu tinha total consciência sobre isso, mas só fiz o que meu coração mandou. Enfim, esse negócio não foi nem pra frente e nem pra trás. Nem eu e nem a nossa amiga em comum ficou/namorou essa garota. Mais uma vez o tempo foi passando e passando... até que terminei a faculdade e até onde tive notícias, hoje a garota que eu era apaixonado está namorando um cara aí. Enterrei esse amor e deixei o tempo cumprir o papel dele. Aconteceram outras coisas na faculdade também entre eu e uma outra miga, mas nem vou comentar pq não vem ao caso, simplesmente não era para ser e pronto e o pior é que até transa sem camisinha rolou kk #medo, mas calma que teve pilula e teste após isso. Então, nada de filhos não programados. Amém.
Após a facul e agora sim em um tempo mais recente. No trabalho, há uns dois anos atrás descobri que uma garota era perdidamente apaixonada por mim. Isso era novidade pra mim que já estava acostumado só com amor não correspondido, mas o drama aqui é que eu simplesmente não sentia a mesma coisa por ela. Olha só que ironia, não? Isso é foda, pq eu sabia como era gostar de alguém e isso não ser recíproco. Mas enfim, a garota foi demitida e com a demissão acho que foi-se qlq esperança de se construir algum amor - isso para os que acreditam que esse trem é construído tijolinho, por tijolinho. Eu só simplesmente não sei como funciona, desculpa.
Há seis meses atrás ou até mais, meu coração resolveu bater mais forte por alguém mais uma vez. Mais uma coisa que simplesmente não sei o pq diabos acontece, mas já aceitei que a vida é assim. Ela é uma colega de trabalho. O tempo passou, ficamos íntimos, conversamos muito, mas muito mesmo sobre absolutamente tudo. Literalmente tudo. A pandemia chegou e até hoje estamos de home office :p. O drama aqui é que eu resolvi me declarar para ela. Abri o jogo. Coloquei as cartas na mesa e joguei para ver o que iria dar. Como resposta tive um surpresa e um desagrado ao mesmo tempo. A surpresa foi em saber que ela se preocupa comigo tanto quanto eu me preocupo com ela, mas amigos... o sentimento que temos um do outro é bem diferente. Infelizmente! Ah e o drama aqui não vou entrar em muitos detalhes, mas a thread só não chega a ser pior do que a minha primeira história e a segunda. Talvez seja pior que a segunda. Envolve uma infância bem conturbada da parte dela, abusos do pai e até relacionamentos abusivos de ex. Mas como disse, não vou entrar em detalhes. Enfim, essa semana tive a noticia de que ela está com um cara ai e é isso, amigos. Mais uma vez quebrei-me em mais um monte de pedaços antes mesmo de saber o que é um relacionamento.
Agora assim, sabe o que é o pior de tudo? A sensação de baixa-autoestima que você acaba criando e acho que até uma certa ansiedade/nervosismo ou sei lá o que. Um sentimento quase como: qual é o meu problema? Será que eu não sou uma pessoa interessante? Estou fora do padrão do que costumam encontrar por ai? Enfim, neuroses que nem vale a pena perder tempo pra não cultivar bad trips. O tempo só vai passando e não há nada que eu possa fazer a respeito a não ser aceitar que as coisas são como são e pronto. E que simplesmente não sirvo para relacionamentos. Talvez isso me conforte de alguma forma.
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2020.07.30 04:22 JhowneeBitch SOU O IDIOTA NESSA HISTÓRIA?

Já faz um tempo, eu trabalhava numa loja de papelaria. Eu odiava, odiava mesmo. Mas essa questão fica pra outra história...
Enfim, minha patroa (Dona da loja, no caso, porque lá não tinha gerente, era só a dona mesmo)
Era uma pessoa muito invasiva, manipuladora, totalmente falsa e irritante. Ela era a típica pessoa que te xinga, te humilha e depois quer te dar um agrado pra abafar o caso. E eu não engulo gente assim. Eu não queria ter vínculo pessoal nenhum com ela, mesmo ela sendo uma conhecida da família. Eu como funcionário, só queria exercer esta função, ser pago e acabou. Sem lenga lenga nem amizade forçada. Mas ela era extremamente controladora ao ponto de se intrometer nas minhas questões pessoais.
Acontece que eu sou fumante, e ela implicava muito comigo por causa disso.
(Galera que fuma sabe como a gente fica na fissura durante o horário de trabalho, ainda mais quando é estressante). Eu fumava no horário de almoço (na rua), eu também tinha uma pausa de 15 minutos durante a tarde que, adivinhe, eu aproveitava pra sair pela calçada e fumar também.
De repente, ela começou a reclamar demais do cheiro de cigarro que, gente, de vez em quando, pode acontecer do cheiro ficar na roupa, acontece. Só que não era uma simples reclamação, muitas vezes eu tinha que escutar por longos minutos a fio o quanto isso fazia mal, parecia que eu tava numa palestra anti-fumo.
E vamos ser honestos. O que eu faço da porta pra fora do serviço não é da conta de ninguém, nem mesmo dela, ainda que seja patroa. Ainda sim eu tomava sermão. Acredite, eles eram longos e extremamente invasivos, ela falava como se fosse minha mãe. Se eu estivesse fumando DENTRO da loja... Tudo bem. Mas não era o caso. E eu estava no meu direito, respeitando meus horários de almoço e pausas para tal.
OK, uma vez, durante um sermão, ela me perguntou se eu tinha vontade de parar de fumar. Eu respondi que sim, é claro. Muitos fumantes querem parar, mas não conseguem ou simplesmente não se esforçam o bastante. Eu estava entre um e outro. Eu queria parar, mas toda vez que colocava um cigarro na boca, essa ideia ia pra bem longe. (Ninguém é perfeito). Mas, ter dito que sim, que eu tinha vontade de parar de fumar, foi um grande erro que eu cometi naquele momento. A história abafou, passaram-se alguns dias e uma cliente entrou na loja, a tal cliente, por acaso era muito amiga da minha patroa. Ela me chamou de canto, achei que ela queria ser atendida exclusivamente por mim ou algo assim, mas não. Ela me deu um envelope, dizendo que era um presente dela, para mim.
Eu fiquei feliz. Pensando que "Nossa, devo estar atendendo as senhorinhas tão bem que agora elas estão até puxando meu saco". Ai, que inocência minha. Agradeci pelo presente, dei até um abraço nela, ela foi muito fofa.
E perguntei "O que tem no envelope?"
Ela respondeu "Ah, é uma surpresa. Não abra até você chegar em casa. Não mostre pra ninguém, ok?"
Eu fiquei empolgado com aquele mistério todo, e acatei ao pedido.
Cheguei em casa super ansioso para ver o que era e quando abri o envelope... O SUSTO. Tinha uma nota de 50 reais ali dentro. Fiquei sem graça. Passaram muitas coisas pela minha cabeça que é melhor nem mencionar. Mas, hey, quem é que fica triste quando vê 50 conto "Caindo do céu" assim? Eu certamente não fiquei. Até que, noto que no fundo do envelope, havia um cartão. Nele, dizia "Consultório do doutor alguma coisa lá" (Porque não lembro o nome agora).
Agora ficou estranho.... Pelo número de telefone no cartão, era um local próximo. E ao pesquisar no google o nome do Doutor e o endereço do consultório, vi do que se tratava. Ele aparentemente oferecia a cura para parar de fumar através de medicamentos. E uma consulta com ele, não era grátis. Agora entendi para que era o dinheiro...
PQP, que saia justa. E AGORA? Bem, no dia seguinte eu "Confrontei" minha patroa sobre isso. Ela disse que não sabia de nada, se fez de sonsa por alguns minutos mas estava na cara que isso tinha sido armação dela. No meu ponto de vista, foi muito NOJENTO da parte dela trazer uma pessoa de fora pra dentro da história, ainda mais uma amiga dela que nem me conhecia direito, que não tinha nenhum afeto por mim. Ela de algum modo, convenceu aquela mulher a ficar com pena de mim e me dar 50 reais pra pagar a tal consulta. Gente... que coisa absurda, coitada da mulher. Depois eu descobri que a coitadinha tem um filho que sofre com uma doença no pulmão por ter fumado muito, e que por isso, ela Se comoveu fácil quando minha patroa disse a ela "O DRAMA SUPER MEGA HIPER TRISTE DO FUNCIONÁRIO DELA QUE ESTÁ SOFRENDO MUITO POR NÃO CONSEGUIR LARGAR O VÍCIO". (O que não era verdade).

Ela foi longe demais. Fiquei com muito ódio dela, e com muita dó daquela pobre senhora que só veio fazer o bem, inocentemente, e foi manipulada pela cobra da minha patroa. Ah, detalhe, a consulta com o tal doutor, custava 200 reais, aqueles 50 que ela me deu foi só um "Incentivo", segundo minha patroa.
Isso tinha que parar. Eu sabia, e Deus também sabia que eu não tinha o menor interesse de ir naquela consulta. Muito menos desembolsar os outros 150 reais pra isso. (Estou sendo honesto aqui, não sou nenhum santo).
Então eu INSISTI que minha patroa me dissesse onde aquela senhora morava, depois de muito custo, ela me disse e eu fui lá, na tentativa de devolver o dinheiro. Sério, se eu não ia usar pra ir na consulta, então, eu me sentiria HORRÍVEL torrando o dinheiro que alguém me deu com tantas boas intenções, com alguma coisa supérflua. Olha, eu agradeci muito, fui muito simpático, abracei, sorri, disse da forma mais graciosa o possível o clássico "Eu não posso aceitar, é demais". Mas mesmo assim, sempre agradecendo constantemente. GENTE, ela ficou EXTREMAMENTE OFENDIDA por eu tentar devolver o dinheiro. Sério, só faltou ela soltar fumaça pelos ouvidos. Da boca dela não saiu, mas deu pra ver os olhos dela gritando "INGRATO".
Eu expliquei a coisa toda pra ela, que foi um mal entendido entre ela e minha patroa. Pedi desculpas também, e expliquei tudo nos mínimos detalhes de como tudo isso tinha sido uma situação que saiu de controle tudo por causa da patroa lá, que era obcecada em tomar conta da minha vida pessoal. (Obviamente não usei essas palavras, fui mais sutil). Não adiantou, ela não aceitou o dinheiro de volta de jeito nenhum. Até que em um momento eu desisti de insistir em ser bonzinho e falei "Tudo bem, então, a gente se vê por aí... Muito obrigado mesmo assim." (Com toda educação e simpatia, é claro. Porque se eu fosse grosseiro, depois ela ia me difamar pra patroa e não seria bom.
Mas eu tinha que me vingar de alguma forma da minha patroa... algo que fizesse ela pelo menos se doer pelo que tinha feito, e visse que todo o "Plano grandioso e mirabolante" dela de manipular pessoas e situações pra conseguir aquilo de mim, tinha afetado negativamente uma pessoa inocente. Eu queria ver a cara de taxo dela quando percebesse que todo o esquema dela iria por água abaixo.
No outro dia, ela me perguntou o que aconteceu e eu contei tudo, que a senhorinha não tinha aceitado o dinheiro de volta de jeito nenhum.
Então, ela perguntou "Hum, então o que você vai fazer com o dinheiro?"
E eu respondi feito vilã de novela mexicana - "Já gastei. Comprei um pacote de cigarros de 10 maços. Agora não vou precisar comprar cigarros por pelo menos umas duas semanas."
(Risada maligna)
PS: Ela nunca mais reclamou do cigarro.
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2020.06.20 22:13 izamariali Rennon

Olá,Sua namorada aqui (eae)não sei o que deu em mim pra fazer esse vídeo,eu ia fazer mesmo só mais uma carta que eu sempre faço e seria mais uma pra contar o quanto eu te amo e coisas desse tipo,pensei tbm em só falar pessoalmente (essa é a mais difícil de acontecer)mas depois eu desisti pq eu quero que entre na sua cabeça que eu amo você ou tudo que eu dizer aqui,algumas você releve tá não sou tão boa com isso,olha você pode ter certeza que eu errei muito fazendo esse vídeo,que eu nunca sei se estou fazendo certo,eu escrevi um mine “roteiro” pra saber alguns tópicos para falar e eu escrevi e reescrevi li e reli tudo isso pra ficar o mais importante possível,eu não sei como você tá vendo isso pq eu planejei várias coisas pra conseguir mandar isso pra você,eu ia mandar pra lydia pra ela te mandar hj,ou Kevin,ou Robson,ou Jhecy,acredita em mim eu pensei eu tudo,não sei se ficou bom mas eu pensei,esse é um daqueles vídeos que eu falo que te amo o vídeo inteiro ,mas não é esse o único intuito,quero tentar explicar o por que,quero fazer esse vídeo para toda vez que você estiver mal,ou que a gente brigar,eu quero que você venha ve-lô e sempre lembrar que eu tou só seu lado,vamos começar,eu sei que não é uma data especial demais,sei que é mais um mês e sei tbm que é mais uma meta comprida para o nosso objetivo que seria o resto da vida,eu amo você,eu sinto que eu te amo demais,eu sinto que mesmo que eu tente dizer todos os dias que te amo para o resto da minha vida não vai ser o suficiente,eu posso ficar horas e horas falando o que eu amo em você,eu te amo tanto que eu não sei oq dizer o tá você ,eu amo o jeito que você sorri enquanto fala,eu amo o jeito que as linhas do seu rosto são perfeitos,eu amo seu jeito de andar,amo a sua voz,eu amo tanto você que eu não sei oq fazer em hora de raiva cntg,eu te amo que eu não consigo ver defeitos em você,eu amo tanto você,eu sei que você guarda minhas cartas,e sabe que eu amo escrever sobre você,falar,pensar.Como já diria o sábio Gabriel Elias mesmo sem ouvir sua voz eu penso em nós,eu amo você e disso você sabe,olha amor eu sei que nada pode impedir da gente crescer junto,e viver junto,hj em catolé queria um lugar bonito pra te mostrar isso,estou junto cntg,eu estou pra você e com você,amor eu não quero prometer que vou fazer uma coisa mais especial a cada mês,mas prometo tentar fazer vc me amar mais a cada dia,assim como eu te amo Eu não sei se você percebeu que eu estou sem a minha aliança,mas... vai eu do futuro entrega aí 😌
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2020.06.03 19:22 dustobbop FUDIDÃO VOCÊ

FUDIDÃO VOCÊ NÉ CAMARADA? SONSO TONTO BURRO DESPREZADO JEGUE FUDIDO ESTUPIDO CARCARÁ SEM FAMÍLIA SEM AMIGOS DOIDO ESQUIZOFRÊNICO LEPROSO CARA DE MINGAU FIMOSE CAGADA DONA PEIDA CHUPADOR DE MIKE TYSON PERNINHA DE SARACURA FÃ DE GUNS N ROSES GAY GAY GAY GAY GAY TIM MAIA SÍNDICO ESPANTALHO DO FANDANGOS VARETA DE ARVORE VELHA PROSTITUTO DOIDO NARCISISTA LOUCO PERTURBADO AIDÉTICO DESFAMILIAR BOÇAL FEIOSO HOMEM DE INTELECTO LILIPUTIANO BAITOLA BEBUM DEBILOIDE FUDIDO DEFUNTO COCÔ OVO COZIDO FEDORENTO HOMOSSEXUAL ESCROTO IDIOTA IMBECIL MOCORONGO OTÁRIO PASPALHO RIDÍCULO VAGABUNDO XOXO PROSTITUTO PEDERASTA INFANTIL PENTELHO NOJENTO PEIDO DE VELHO DIABÉTICO NOJENTO MODRONGO LADRÃOZINHO GOSMENTO GAIATO FEIOSO DEFUNTO ENDEMONIADO SERVO DE BELZEBU CORRUPTO CHIBUMBO GOGOBOY DE VELHA NA MENOPAUSA CAGALHÃO DIARREICO BICHENTO VIADO BABACA CABELUDO BIFE DE RATO CHORUMENTO BAFO DE BUNDA JOELMA PELADA TIGRE DO CEREAL BUCETA MAGRA PEITER DO EI NERD EPISÓDIO PERDIDO DO CHAVES ACAPULCO QUICO NEGRO MASSAGEM NO SACO PAQUIDERME TREMENDO VACILÃO CHEIRA PEIDO MASSAROCA PAUZINHO DE VELHO BALANÇA BALANÇA DRIFT RODELA DE SALAME DIRETAMENTE NO RATINHONHO ESTUPIDO SAMBA CANÇÃO DE PAPAI PIROQUINHA CHEIROSA(?) OLHEIRO DO THE VOICE KIDS BANHEIRA DO GUGU AIAI TIRE O DEDO DO MEU CU BAIXISTA DA BANDA MALTA EX INTEGRANTE DO CARROSSEL CÉREBRO DE GAFANHOTO CHIP DA TIM MAMADORA DE DESENHISTA MARTELINHO DE QUEBRAR COFRE MC CAROL CHEIRINHO DE SEXO ELE ARREBENTOU MEU BOGA EU DISSE OPA AMIGÃO ÁLCOOL EM GEL PRETO DANIEL MOLO CARRINHO DOS SIMPSONS MARCOS CASTRO DE REGATA PIROCA ESTRANHA BURRA BOBA ARROZ QUEIMADO NO FUNDO HOLYFIELD OLIVER TREE DO CACETE SUA MÃE TA AQUI FALA COM ELE ALO ALO TO MAMANDO TUDO TA MÓ ZUAÇÃO TEU PAI FAZ PROGRAMA DE NOITE BOBÃO ADEUS BOÇA DE MERDA BOCETINHA DE COCÔ MOZAR ESTEVE AQUI PORRA MORDE A CABEÇA DA MINHA PICA BOBALHÃO ROBÔ DO BILSONERO RODO DE PIA ZÉ PILINTRA VENDEDOR DE BALA CEO DO SHOPPING TREM LEITOR DE OLAVO DE CARVALHO ESTRUME PEDERASTA FORAGIDO PIZZA DE ABACAXI CAGADOR SILENCIOSO JACA QUE ENVIARAM O PÉ BESTA-FERA PUTREFATA MACARTHISTA LAMBE BOTA ISSO NÃO É UMA COPYPASTA ENGRAÇADA EU CHORO CONSTANTEMENTE PANACEIA ERRADA BISCATE ARROMBADO MIL VEZES ENCOXADOR DE IDOSAS PACHOLA NARIGUDO FEDIDO A QUEIJO LAMBEDOR DE TELEFONE MENTECAPTO POLICIA DO ZAP CUZINHO LUBRIFICADO PALHAÇO PAGLIACCI MAL DIAGRAMADO SALSICHÃO DO ZORRA TRANCREVEREI O VÍDEO DO BONITO BOLO EU TENHO UM PRESENTE PRA VOCÊ UAU QUE? QUE BONITO BOLO QUE BONITAS VELAS COM A MINHA IDADE! COMPREI PRA VOCÊ, PENA QUE NÃO POSSO COMPRAR UMA COISA MAIS CARA... É QUE EU SOU UM GAROTO POBRE NÉ NÃO NÃO NÃO É O SUFICIENTE, EU TENHO UMA IDEIA QUE PODE SER UM PRESENTE DE GRAÇA EU POSSO FAZER O QUE VOCÊ QUISER DE GRAÇA... UMA PICA VAMO FUDÊ? VOCÊ É INTELIGENTE, COM CERTEZA, VAMO TRANSAR E A CENA QUE SE SEGUE É A DANCINHA DO VAQUEIRO QUE É DO CARALHOOOOOO BESTA DESALMADA FÚTIL ARROMBADA ABOBADA SEM PAI DESNATURADA PINGO DE MIJO CURVA DE PAU TORTO ADVOGADO DA GRETCHEN APATRIADO DOIDO CUIDADOR DE IDOSOS MAL AMADO LAMBE BOTA DE PM SOMELLIER DE DECEPÇÕES YOUTUBER SAPATILHA JEZEBEL TONTO DESVIADO CABELO DO THIE ROCK NA ERA LOIRA INFELIZ SATANÁS ENVIADO PRA DESTRUIR IGREJAS MORADOR DE SODOMA GLANDE FEIA CÁLICE DE PORRA CHORAM AS ROSAS BRUNO E MARRONE GORDO SAFADO MAMUTE DA TETA SUADA DESEMBESTADO JEGUE DANÇARINO DANADÃO SONIA ABRAÃO SEM MORAL EXIBICIONISTA ANCAP MISERÁVEL FARISEU PRAGA DO EGITO CRACUDO DOIDO FILHO DO ALEXANDRE FROTA ARTISTA DE FURRY POETA DA BOCA DE LIXO GALO GORDO IMPURO FILHO PRODIGO POSSUIDOR DE TRANSTORNOS SÉRIOS VÔMITO DA LOLLY PARA MENINAS BICHONA EMO BAIANO CAGA GROSSO CU DE FOSSA ORELHINHA DE JUMENTA COMEDOR DE ANÃO CUECA BOXER PEQUENOS ESPIÕES 3 BURRO CASCA FINA SACO MOLHADO BUNDA ROSA UNHA PINTADA DE VERDE DADO DOLABELLA COALA DO CARALHO JACARÉ DO É O TCHAN CARIOCA BOQUINHA DE VELUDO MOCRÉIA DEPRESSIVO FADA SENSATA CAPOEIRA MATA UM ZUM ZUM ZUM ATAQUE DOS PALHAÇO LOCO MEXILHÃO FEIO AQUI É SUA TIA QUERIDO! SE LEU ATÉ AQUI SAIBA QUE TITIA TE AMA! SACO DE MERDA COM VÔMITO DESMORALIZADO COROINHA DO QUINTO DOS INFERNOS PSICÓTICO INSONIOMANÍACO PAPETE DA M4NU G*SSAVI INFÉRTIL MEU SACO MURCHO NO FRIO IMPURO BUCETA FEDIDA DE GORDA MAL AMADA BRIOCO MAL LAVADO ÁGUA DE CHUCA DE UM VIADO COM DIARREIA CHIBUMBA CHIFRUDO DO TAMANHO DO BURJ KHALIFA TEU PAI É O ARTHUR MAMAEFALEI SEU POUCA-VALIA SEU FRALDA GERIATRICA BACURA FILHO DE UMA PISTOLA SEM BALA DESFORNICADOR EMPATA FODA GONORREIENTE DESVIADO DO CAMINHO DO SENHOR IMPIO MACHORRA MOCORONGO CEGO SURDOMUDO ANALFABETO EM LINGUAGEM DE LIBRAS PASPALHO POSTULENTO *RESPIRA MAL AMADO SULISTINHA FUDIDO JURADO DO SILVIO SANTOS PUNHETEIRO FANTASMA CHEIRADOR DESCABELADO EMPATA FODA TCHOLINHA SEM CULTURA POESIA PRA VOCÊ VIA MESTRE SKYLAB: DEDO, LÍNGUA, CU E BOCETA, DEDO, BOCETA, LÍNGUA E CU. DEDO NA LÍNGUA, LÍNGUA NO DEDO, CU NA BOCETA, BOCETA NO CU. DEDO NA BOCETA, LÍNGUA NO CU, LINGUA NA BOCETA, DEDO NO CU, DEDO, LÍNGUA, CU, BOCETA TAMBÉM, BOCETA VEZES DEDOS, NOVES FORA CÚ. LÍNGUA, LÍNGUA, LÍNGUA, DEDO NO CU, DEDO DE BOCETA, LÍNGUA DO CU. DEDO, LÍNGUA, CU E BOCETA, DEDO, BOCETA, LÍNGUA E CU. GOSTOU NÉ? GOSTOU PORQUE VOCÊ É UM DESCARADO MALDITO SEM PAI MOLESTADOR DE TRAVESSEIRO INFELIZ E DIGO MAIS: SEU CARLOS BOLSONARO IMBECIL REMELENTO ROLINHA MILIMETRICA PAUZINHO MICROSCOPICO TETUDO SUA BUNDA PARECE UMA BUCETA SEU XEXEQUENTO MAU CARÁTER GOLPISTA CLONADOR DE CARTÃO SEM FUTURO SACANA RETARDADÃO NEM SUA MÃE GOSTA DE VOCE SEU CAMINHÃO DE LIXO QUE PASSA AS SETE DA MANHÃ DE DOMINGO COM OS GARIS GRITANDO CAMINHÃO DO LIXOOOOOOOOOO E TE ACORDA PARTICIPANTE DE CULTO SATANISTA PACTEIRO DE BELZEBU SUA NAMORADA TE ABANDONOU PELO SEU VÍCIO EM FILMES RUSSOS CULT SEU ZERO A ESQUERDA CURTIDOR DE KPOP U DO URUBU ABANDONADO NA FRENTE DO ORFANATO SACOLA DE MERCADO CHEIA DE BARRINHA DE CEREAL SEXTA FEIRA MUITO LOUCA POCT POCT POCT PÓ FICA DE 4 NOIS BOTA SEM (???) TREPA TREPA TREPA TREPA TREPA VIGÉSIMA SINFONIA DE BEETHOVEN FILHOTE DE HITLER BROXADÃO CRIADO POR RATOS MOGLI O MENINO BROXA SEU DROGADINHO DO CARALHO SEU PAI FUMA PRENSADO COM PÉ DE INSETO DENTRO JACK FUDIDO BOCA DE PELO SEU REVIEWER DE LETTERBOXD DINGO BEL DINGO BEL SEU PAU É MURCHO QUE NEM MEL ESQUIZOFREUD SEU TEXTOS CRUEIS DEMAIS PRA LER RAPIDAMENTE AMANTE DA POESIA DE RUPI KAPUR FÃ DO FILME HER POIS É AMIGO EXISTE UMA RAZÃO PRA SUA FAMÍLIA NÃO TE CHAMAR PRO CHURRASCO NO DOMINGO E O MOTIVO É ESSE SEU CHEIRO DE MIJO COM CEBOLA SEM PAU MURCHÃO INCEL FUDIDO ATÉ O TALO UMBIGO SALTADO PRA FORA OUVINTE DA JOVEM PAN CAUBÓI CHORÃO TU GOSTA É DE PESQUISAR POR ROLA BONITA E VERDE NO GOOGLE MAMADOR DE SHREK FUDIDO TU NÃO TEM AMOR PELA SUA PRÓPRIA INTEGRIDADE COMO HUMANO VERMEZINHO DO INFERNO EU ESPERO QUE MORRA DA FORMA MAIS INFELIZ POSSÍVEL SEU LIXO DO CARALHO VOCE VAI COMPRAR COCAINA ATRÁS DA ESCOLA E TE VENDEM MAIZENA POR 100 REAIS SEU BURRÃO BEBEDOR DE PORRA DO CARALHO SUA MÃE OUVIU BTS UMA VEZ E FALOU QUE PREFERIA QUE VOCE FOSSE QUE NEM ELES SEU DESMAMADO TETA DE VACA PIERCING NO CU VOCE CHEIRA A SALGADINHO DE PIMENTA COM PRESUNTO SEUS PAIS CHORAM NO BANHO QUANDO LEMBRAM QUE VOCE GOZOU QUANDO SUA PRIMA TE DEU UM BEIJO NA BOCHECHA VOCÊ ACHA QUE É ENGRAÇADÃO NÃO É? POIS É AMIGO NINGUÉM NUM RAIO DE 200 KM TE SUPORTA SEU ASPIRANTE A TOALHEIRO VOCÊ MERECE CASAR COM UM CACHORRO COM SARNA PRA APRENDER OS PRAZERES NÃO ESCRITOS DA VIDA, VOCÊ PENSA NISSO E FICA EXCITADO SEU DEGENERADO, VOCÊ PENSA NAS NUANCES DA NOBRE ROLA DE UM CACHORRO E NÃO MEDE ESFORÇOS PRA AGARRAR ESSE SEU PINTO MIXURUCA E COMEÇAR A SE DIVERTIR COM AS MAIORES ATROCIDADES DESSA MENTE DOENTIA, FURRO MERDA VOCÊ CORTA CARNE COM TESOURA ESCOLAR E VOCE COME O RESTO DE COMIDA QUE FICA NO RALO DA PIA SEU ESQUIZODOIDO ASPIRANTE A JACK NICHOLSON EM O ILUMINADO APOIADOR DO CHRIS BROWN ESCARNECEDOR IMPIO CAVALO DA CARROÇA DO FARAÓ FILHO PRÓDIGO MÃEFODEDOR BUNDABURACO SEU CLIENTE DA NEXTEL ANARCOCAPITALISTA IMITADOR DO PAULO KOGOS QUANDO VOCE FALA DEUS VULT SUA MÃE EVANGELICA TE METE O CHINELO SEU NAZIPARDO FUDIDO AO QUE PARECE A DEDADA NO CU QUE O PADRE SÉRGIO TE DEU 7 ANOS ATRÁS NÃO FOI SUFICIENTE POIS VOCÊ AINDA PENSA NAQUELA ENORME SALSICHA QUE ERA O DEDO ANELAR DO VELHO HOMEM, AINDA FICA FELIZ PENSANDO NO ATO REPUDIÁVEL E NOJENTO QUE ESTE CONSUMOU, VOCÊ PARECE TRAUMATIZADO E NO FUNDO SABE QUE A SOCIEDADE TE JULGARÁ INEVITAVELMENTE, TAL QUAL FAÇO NESSE EXATO MOMENTO. A MENTE DOS HOMENS É UM MISTÉRIO PRA TODA A ETERNIDADE E VOCÊ SABE DISSO MELHOR QUE QUALQUER UM; QUANTAS FORAM AS NOITES ÍNSONES QUE PASSOU ATÉ PODER SE SENTIR MINIMAMENTE BEM CONSIGO? POBRE GAROTO, VOCÊ AINDA SERÁ CHAMADO DE PODRE POR MUITOS! NÃO SE ACANHE, CÁ ESTOU PRA TE DESGRAMAR SEU MALDITO TEU PAI É GOGOBOY E SUA VÓ É STRIPPER BANANÃO QUANDO UMA MULHER TE VÊ ELA LIGA PRA POLICIA ACHANDO QUE VIU O CTULHU SUA MENTE É PERTURBADA VOCÊ VÊ FANART DE FURRY E SE MASTURBA ENQUANTO IMAGINA UMA VELHA GORDA PISANDO EM VOCÊ COM O PÉZÃO 48 DELA SEU ESCUTADOR DE MUSICAS QUE TOCAM NA C&A DOIDO BURRO SUA CARA É UMA MISTURA DE VOLDEMORT COM SMEAGOL SEU ROMANTIZADOR DE LOLITA SUA ALMA É PODRE NEM TOMANDO MIL E QUINHETAS BOMBAS VOCE IRIA FICAR FORTE MAGRELO FUDIDO FRACO MOMENTO MELHOR CENA DO HUMOR MUNDIAL E O QUE FEZ O GATO ANTES DE SAIR PRA RUA? O MORDEU E 2 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 5 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 10 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 20 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO COMO SE CHAMA ISSO? REMORDIMENTO HAHAHAHAHAHAHA GOSTOU PILANTRA? NÃO CONSEGUE LEVANTAR NEM UMA FOLHA DE PAPEL SEU HITLERZINHO AFINAL ÉS TÃO HORRÍVEL QUE PARECE UMA MISTURA DE HITLER MUSSOLINI IMPERADOR HIROITO VLAD O EMPALADOR GENGHIS KHAN E AS FADAS SENSATAS SEU NOJENTO ESCUTA AQUI SEU BORBOLETINHA NA COZINHA QUE FAZ PORRA QUENTE PRA MADRINHA SEU ESCRAVOCETA FAZENDO AS COISAS POR MULHER INGRATA SEU PERNA DE PAU OLHO DE VIDRO E NARIZ DE PIKA DURA NENHUM DOS SEUS FAMILIARES QUER SER ASSOCIADO COM SUA EXISTÊNCIA MISERÁVEL E ESTÚPIDA, SEU DESCONTROLADINHO QUE BATE PUNHETA PRA RULE 34 DE AVIÃO DA BOEING QUE SOFREU ACIDENTE E AS VÍTIMAS NUNCA FORAM ACHADAS JÁ QUE ELAS ESTÃO NO OCEAN, SEU LIXO POUCA BOSTA. QUANDO VOCE VAI CAGAR A BOSTA OLHA PRA SI MESMA COM DESGOSTO POR TER SAÍDO DESSE BURACO ONDE JÁ ENTROU A BONECA BARBIE DA SUA IRMÃ MAIS NOVA, SEU PERVERTIDO DESGRAÇADO O PLANO DA NASA DE COLONIZAR MARTE NÃO É ATOA NÃO PARCEIRO, NINGUÉM AGUENTA MAIS LEMBRAR QUE VIVE NO MESMO PLANETA QUE VOCÊ, SEU CACHORRO BILLYZINHO FUGIU DE CASA E SE JOGOU NA FRENTE DE UM CAMINHÃO PRA ACABAR COM O SOFRIMENTO QUE ERA TER UM ULTRA FARO E SENTIR SEU CHEIRO DE EGIRL IMPREGNADO EM TUDO QUE É CANTO SEUS PAIS SÓ NÃO TE TROCARAM POR UM PEIXE PALHAÇO PORQUE VOCÊ NÃO VALIA NEM UM TERÇO DO NECESSARIO, E OLHA QUE ELES TENTARAM PASSAR A PERNA NO VENDEDOR, IMUNDO MERDALHEIRO ALA PERA PERA PERA LIGUEI AQUI PRA CÂMARA DOS DEPUTADOS ELES TÃO QUASE APROVANDO A LEI QUE TORNA CRIME SUA APARIÇÃO EM PUBLICO PORRA QUE LINDO VAI VIRAR CRIME VOCÊ MOSTRAR PRA ESSA CARNE CRUA MASTIGADA QUE VOCÊ CHAMA DE FACE E EU TO EXTREMAMENTE FELIZ, SÓ DE PENSAR NO CONCEITO DA EXISTÊNCIA DESSE SEU NARIGÃO DE BATATA EU ME VOMITO TODO SABIA? CHORUMOSO CAGALHADO, VOMITO A COZINHA, A SALA, OS QUARTOS, O SÓTÃO E OPA MINHA CASA TA TODA REDECORADA SÓ POR EU TER ME AVENTURADO EM PENSAR NA DESGRAÇA QUE VOCÊ É, AMALDIÇOADO DE OITO ANOS MENTAIS PIRIRIMPIRIRIMPIRIRIM ALGUÉM LIGOU PRA MIM ADVINHA QUEM É? É ISSO MESMO É O BOLA DE GOZO ELE TA VINDO TE ARREGAÇAR FILHA DA PUTA SORO POSITIVO DO CARALHO TU PEGOU AIDS COM UM ANÃO CALVO E EU SINTO PENA DO PEQUENO HOMEM POR TER QUE COMPARTILHAR ALGO TÃO ESPECIAL COM ALGUÉM TÃO ESBAGAÇADO QUE NEM VOCÊ SEU TRAFICANTE DE VIBRADOR SEM FAMÍLIA MACACO PREGO DESGRAÇADO EU ESPERO QUE VOCÊ TROPECE E ARREGACE A CABEÇA NO MEIO FIO PRA ACORDAR DE UM COMA EM 21 ANOS E DESCOBRIR QUE TODOS OS SEUS PARENTES MORRERAM CARALHOOOOO VOCÊ VAI CHORAR DIA E NOITE ENQUANTO EU TOCO O PUNHETÃO MAIS GOSTOSO NA SEPULTURA DA SUA MÃE E RIO MUITO COM ESSA LEITADA TÃO RADICAL PIOR QUE TU É GORDO NÉ MANO, MAS GORDO MEMO SEU FUDIDO FUI TE DAR UM ABRAÇO TIVE QUE ALUGAR 14 JOGADORES DE BASQUETE PRA FAZER UMA CIRANDA E CONSEGUIR FECHAR ESSA SUA CIRCUNFERÊNCIA DE PURO DESGOSTO E GORDURA ELA NUNCA VAI TE NOTAR CAMARADA, VOCÊ VAI CONTINUAR GOZANDO PRA MENININHAS ANIME E O ELA VAI TA SENDO TORADA PELO TALLL DO MANDRÁÁÀĂKĶƏ DAS QUEBRADA PENSANDO NA SORTE QUE ELA TEM DE TER ALGUÉM ASSIM ENQUANTO VOCÊ CHORA SE AFIRMANDO UM CARA LEGAL, CADA VEZ MAIS PATÉTICO AOOOOO POTENCIAL DE DAR O CU DESGRAÇADO BAITOLÃO BRINCA AQUI COM MEU SACO FILHO DE UMA CONCUBINA, QUER BRIGAS FODA? QUE TAL SUA MÃE VS DIETA? LOL AQUELA IMENSA OU SERÁ TEU PAI VS RUSSIA AQUELE BAITOLA?????? TENHO MUITO MAIS A DIZER: VOCÊ É TÃO NOJENTO QUE SEU MAIOR VÍCIO É CHEIRAR GOZO EM PÓ ENQUANTO BEBE O CÁLICE DE PORRA, SEU BEBEDOR DE GOZO DO CARALHO. MAS SABE O PIOR? É QUE É A SUA PORRA, JÁ QUE NENHUM HOMEM DEIXARIA VOCÊ MAMAR A PICA DELE CONSENSUALMENTE, SEU FUDIDO CARA DE BALÃO DO CARALHO. SUA CARA É TÃO FEIA QUE PARECE UMA ARGAMASSA DE BUCETA, LEROY MERLINZINHO DE MERDA, PARECE UM BONECO DE CERA COM ESSA MERDA DE CARA ESPINHENTA NOJENTA QUE NEM 500 LITROS DE ROACUTAN CONSEGUEM MELHORAR ESSA SUA SITUAÇÃO, ANÊMICO FILHO DA PUTA. FALANDO EM ANEMIA, PARECE VOCÊ, SEU MAGRELO ZÉ PALITINHO DE ENFIAR NO DENTE DO CARALHO, GINA COM PÊNIS SNIF SNIF MINHA NOSSA QUE CHEIRO DE IDOSO MORTO HÁ MAIS DE 3 SEMANAS DE QUEM SERÁ QUE- AH SIM! SEU SUVACO DESGRAÇADO E ESSA PIZZA DE 2 MESES QUE TU CARREGA SEU DESALMADO COMO PODE LEMBRAR DE JOGAR LOL O DIA INTEIRO E FINGIR QUE ESSE ABORTO ESMERDALHADO NÃO DORME NA SUA AXILA? NÃO EXISTE PESSOA SÃ NESSE PLANETA QUE NÃO CONCORDARIA EM TE PRENDER NUM ZOOLÓGICO. OS BABUÍNOS TE TEMEM SÓ PELO CHEIRO SEU BUCETADO QUE DESFEITA UOPA UOPA QUE ANIMAL DE TETA É ESSE QUE ESTOU VENDO? AH É, É VOCÊ SEU PORCO DO CARALHO, VOU ATÉ TE CHAMAR DE POLICIAL, FILHO DA PUTA BACON DO CARALHO. BACONZITOS. É ISSO QUE VOCE É! ALIÁS, VOCÊ TEM CHEIRO DE BACON MESMO. BACON DE UM PORCO TORTURADO DEBAIXO DO PORÃO DO CHARLES MANSON E QUE FICOU PODRE, SEU ARREGAÇADO ARGENTINO ARREGÃO. BIP BIP ALERTA DE CU BIZARRO REPITO ALERTA DE CU BIZARRO AMIGÃO VOCÊ TA PRESO DE ACORDO COM O ARTÍCULO DOZE DA MINHA PICA ALVEJANDO SUA MÃE SEU CU PARECE TANTO SUA CARA QUE EU FICO CONFUSO DE ONDE OLHAR NA HORA QUE VOU CONVERSAR CONTIGO (MEU GUILTY PLEASURE) EU TE ODEIO MAIS DO QUE ODEIO A TAYLOR SWIFT E OLHA QUE ELA ESQUARTEJA BEBÊS PRO CULTO DELA DE SWIFTERS SEU COCÔZÃO NINGUÉM TE LEVA A SÉRIO VOCÊ SE ACHA O REI DA IRONIA, BABACÃO CABEÇA DE NÓS TODOS TETA DE VÉIA FAGOTEZINHO HAHAHAHA MAS VOCÊ AINDA TA LENDO ESSA COPYPASTA??? MAS VÁ SE FUDER AMIGO TU ACHA QUE TA FAZENDO O QUE? ABSORVENDO CONTEÚDO? GASTANDO TEMPO? AMIGO INDEPENDENTE DO QUE VOCÊ ACHA, A RESPOSTA É QUE VOSSA SENHORIA É EXAGERADAMENTE BICHONA E SÓ CONSEGUE SORRIR QUANDO ENFIA UM PACOTE INTEIRO DE SALAMITOS NO CU. O TIÃO DO TRATAMENTO DE ESGOTO AINDA QUESTIONA O MOTIVO DOS TOROÇOS ANDAREM VINDO QUE NEM O PINHEAD COM OS GUERREIROS DE SALAME QUE SOBREVIVERAM AO OCRE QUE É ESSE SEU BURACÃO SEM AMOR, FALAÍ, CHUPETINHA DE COCÔ, ESSE TEU BAFO AÍ É DE QUÊ? DE BOSTA QUE VOCÊ COMEU PELO SEU FETICHE EM SCAT? DE PORRA? DE PELO DO CARALHO DO TEU PAI? AH, DEVE SER DAQUELE CADAVER DE UMA CRIANÇA QUE VOCÊ COMEU SEM NEM ESQUENTAR, SEU PSICOPATA PERTURBADO XUPISCO WHEY PROTEIN DE PIROCA. VOCÊ NÃO PASSA DE UM VIADINHO QUE AMA SENTAR NUM CANAVIAL DE ROLA E ASSISTIR FILMES PSEUDO CULT PRA IMPRESSIONAR A GAROTA DA SUA SALA QUE TEM HORROR A VOCÊ E FOGE DE TI SEMPRE QUE TE VÊ, COM MEDO DE ACABAR MORTA NUMA VALA PELO SEU OLHAR DE QUEM NUNCA VIU UMA BUCETINHA GOSTOSA NA VIDA, FRACASSADO NERDÃO. VASELINA DE ACENDER CUZINHO DE VELHO GORDO ESQUIZOFRENICO GORDO QUILOS MORTAIS DO CARALHO, URUBU LIXO. VOCÊ NÃO É NADA MAIS NADA MENOS QUE UM GRANDE TOLETÃO DE BOSTA, UM ENORME TOLETÃO DE ESTERCO, DE COCÔ, DE MERDA, DE FEZES, SEU TROGLODITA IRRESPONSÁVEL, NEM PRA SER UM OGRO DO CARALHO. PERDÃO AOS OGROS, JÁ QUE ELES SÃO LEGAIS, SHREK TÁ AÍ. VOCÊ É SÓ UM TOSCO, UM SAPO DO OLHO COSTURADO. BOM DIA PRA VOCÊ, MOTIVO DA CRIAÇÃO DESTA LEI QUE PREVÊ COMO CRIME O ATENTADO AO PUDOR, COMO VAI? ANDA SE SENTINDO BEM COM O ENORME PESO DE SER A DEFICIÊNCIA DA NOSSA SOCIEDADE? O BASTARDINHO RODELA DE FURICO COM ESPINHA? EU ESTOU AQUI PARA TE AJUDAR MEU RAPAZ, ACREDITE. VEJA POR EXEMPLO MEU DEDÃO DO PÉ DIRETAMENTE NO SEU OLHO SEU TERATOMA EM FASE ADULTA CURIÓ DO BICO AMARGO PIERCING NA TETA DA DAMARES UIUI PASSIVO AGRESSIVO UIUI PRIMEIRAMENTE VADIA DE BERMUDA, QUEM PASSA AQUI É SUA NAMORADA PASSA MAL VENDO O PEPINO DO PAPAI A AGRESSÃO FICA POR CONTA DO RABÃO DELA QUE JÁ TA ROXO DEPOIS DE ENTRAR EM CONTATO COM MINHA PÉLVIS FURIOSA MLK, FICA ESPERTO AÍ SOMMELIER DE PIROCA TORTA, JÁ QUE O DESEMPREGO TÁ AUMENTANDO E NINGUÉM VAI QUERER CONTRATAR UM XUPINGA PICA MOLE MICROSCÓPICA QUE NEM TU, SIRIGAITO DO CARALHO. VOCÊ DEVIA PARAR DE BATER PUNHETA PRA HENTAI DE CARRO TETUDO E SAIR DO SEU QUARTO, BICHO PREGUIÇA DA PORRA. AH, ESQUECI QUE VOCÊ É TÃO, MAS TÃO TOSCO QUE NEM SUA MÃE QUER OLHAR PRA TUA CARA DE RESTO DE ABORTO. LEMBRA DO SEU PARTO? NÃO NÉ SEU FILHO DA PUTA, MAS QUANDO SUA MÃE GRITOU DURANTE A CIRURGIA NÃO FOI POR DOR E SIM POR SENTIR QUE ESTAVA DANDO LUZ A UM RASCUNHO DO DIABO MAL FEITO CAGADO ESPIRRADO CHUTADO CHORADO E MIJADO. SUA CABEÇA PARECE UMA RASPADINHA DE CASPA, JÁ QUE VOCÊ NÃO LAVA ESSA IMUNDICE FAZ CINCO ANOS, CHEGA CRIOU NINHO DE RATO AÍ NESSA MERDA. QUASÍMODO FILHO DA PUTA, ESSAS COSTAS TODA TORTA VOCÊ ANDA DEITADO POR ESSA INCLINAÇÃO FUDIDA, SEU DESCOMUNGADO. AH, ME DISSERAM (COM LAUDOS MÉDICOS CONFIRMANDO) QUE VOCÊ É PORTADOR DA SÍNDROME DO BUMBUM GORDO GULOSO NECESSITADO DE PIROCA, ESSA BUNDA É UM PORTA-VIBRADOR, SÓ LEVA PIROCADA DE PLÁSTICO JÁ QUE NINGUÉM OUSA ENTRAR NESSA CAVERNA DO DRAGÃO, FEDIDA ESCURA E INFINITA. A INSPIRAÇÃO AÍKKKKKKKKK: "FILHO DA PUTA, VOU COMER SEU CU. ARROMBADO DO CARALHO, SUA MÃE ALUGA A BUCETA PRA COMPRAR FIXADOR DE DENTADURA PRO SEU PAI, AQUELE CORNO BROXA. CHIFRUDO, VOU ENFIAR MEU BRAÇO NO SEU ÂNUS E ARRANCAR SEU INTESTINO. LOGO DEPOIS VOU ENFORCAR SUA AVÓ COM ELE, AQUELA VELHA BISCATE QUE FAZ CROCHÊ PRA FORA EM TROCA DE PICA. SUAS TIAS TÊM PÊLO NO DENTE E SUA IRMÃ TEM POLENGUINHO NA VIRILHA, SEU GRANDE FILHO DA PRÊULA. SUA MÃE DAVA LEITE DA CABEÇA DO PAU DO SEU PAI PRA VOCÊ BEBER, FILHO DA PUTA. ISSO MESMO, VOCÊ TOMAVA MAMADEIRA DE PORRA DESDE CRIANÇA. POR ISSO É O RETARDADO MENTAL QUE É HOJE, SEU ZÉ BEBEDOR DE SUCO DE CARALHO. O PADRE TE BENZEU COM ÁGUA PARADA, HOJE VOCÊ SOFRE OS EFEITOS RETARDADOS DO AEDES AEGYPT QUE SE ALOJA DENTRO DO SEU OUVIDO, SEU MONTE DE ESTERCO. SEU AVÔ ARROMBADO USA FRALDA E TE OBRIGA A LIMPAR OS CAGÕES DELE COM UMA COLHER DE DANONINHO, SEU CAPACHO DO CARALHO. SUA MÃE TE FAZ DORMIR COM O REX, AQUELE CHIUAUA FILHO DA PUTA E CHEIO DE SARNA. E DURANTE A MADRUGADA O REX ABUSA SEXUALMENTE DE VOCÊ, ATÓLA A PATINHA DENTRO DESSE SEU CU PELÚDO, SEU FRACASSADO. LEMBRA DA JANDIRA, AQUELA SUA PRIMA MONOTETA ? POIS É, ENFIEI UM TACO DE BASEBALL NO CU DELA. A MÃE DELA DEU O FLAGRANTE NA GENTE E AO INVÉS DE FICAR BRAVA, PEDIU O TACO EMPRESTADO. VADIA DO CARALHO ESSA SUA TIA, SÓ PODE TER APRENDIDO COM SUA MÃE, AQUELA BISCATE. QUE ALIÁS, CONTINUA CHUPANDO O CARALHO DO ZÉ DO PACOTE, O TRAFICANTE QUE MORA AÍ DO LADO DA SUA CASA DE BARRO, SEU FILHO DUMA MACONHEIRA VAGABUNDA. O CABELO DA SUA MÃE É TÃO RUIM QUE ELA FAZ CHAPINHA NOS PÊLOS DO SOVACO E USA UM DESODORANTE COM CONDICIONADOR CAPILAR, AQUELA VELHA CARCOMIDA DESGRAÇADA. VOCÊ FOI ENCONTRADO NO LIXO, SEU MERDA. E ATÉ HOJE SUA MÃE PEDE DESCULPAS PRA DEUS PELO PEDAÇO DE MERDA QUE PARIU. ATÉ TE EMBALOU NUM SACO PRETO ANTES DE JOGAR NO LIXO, MAS VOCÊ É TÃO HORRÍVEL QUE UM MENDIGO TE ENCONTROU E QUASE TE COMEU ACHANDO QUE TU ERA UMA LAZANHA, SEU ESCROTO FILHO DA PUTA. SEU PAI VENDE CARTA DE MAGIC ROUBADA PRA JOGAR UMA HORA NA LAN HOUSE E ENTRAR EM SITE PORNÔ. DEPOIS ELE SE MASTURBA E GOZA DENTRO DO SEU TRAVESSEIRO. ISSO MESMO, AQUELA MANCHA BRANCA QUE INSISTE EM APARECER TODA VEZ QUE VOCÊ ACORDA NÃO É SUA SALíVA, SEU FILHO DA PUTA. VOCÊ SEMPRE FOI O MAIS ALOPRADO DA CLASSE. LEMBRA QUANDO ENFIARAM UM GIZ NO SEU CU ? VOCÊ FICOU UMA SEMANA CAGANDO BRANCO, PARECIA GESSO. E QUANDO VOCÊ IA RECLAMAR COM A PROFESSORA, ELA TE MANDAVA CALAR A BOCA. AQUELA VELHA SEMPRE SOUBE QUE VOCÊ TEM PROBLEMAS MENTAIS, SEU RETARDADO. AÍ VOCÊ TINHA QUE CALAR ESSA SUA BOCA ENQUANTO O GIZ DERRETIA DENTRO DO SEU INTESTINO, HAHA. FRACASSADO, VÊ SE PASSA UMA GILLETTE NESSE SEU BIGODINHO RIDÍCULO. TU PARECE O MANO BROWN, PORRA. E DÁ UM JEITO NESSAS SUAS TETINHAS DE BRIGADEIRO, ELAS ESTÃO COMEÇANDO A FEDER. TODA VEZ QUE EU PASSO DO SEU LADO, SINTO CHEIRO DE CACHORRO MORTO. QUE ALIÁS, SE ASSEMELHA AO CHEIRO DA XAVASCA DA SUA MÃE, AQUELA LEITOA MALDITA. DIZ PRA ELA CONGELAR O FEIJÃO QUE HOJE EU VOU CHEGAR TARDE, SEU PUTO. SEU FILHO DUMA PUTA DO CARALHO SE ENXERGA PORRA… VAI TOMAR NO MEIO DA ÍRIS DO OLHO DO TEU CÚ SEU FILHO DUMA VENDEDORA DE PIROCÓPTERO! SEU PAI VENDE BILHETE DE LOTERIA ESPORTIVA NA FRENTE DA SAPATARIA SEU FILHO DUMA PUTA DO CARALHO.! TOMARA Q SUA VÓ ESCORREGUE NO BOX ENQTO TIVER TOMANDO BANHO E CAIA DE TESTA NA SABONETEIRA SEU CORNO DO CARALHO.! QUERO MAIS EH QUE VC SE FODA JUNTO COM TODA A SUA FAMÍLIA AKELE BANDO DE CATADOR DE GARRAFA DO CENTRO COMUNITÁRIO.! SUA MÃE DA AULA DE MAMULENGO PROS PRESIDIÁRIOS DO CARANDIRÚ SEU FILHO DA PUTA.! SEU PAI ANDA PUXANDO UMA CARROÇA PELA CIDADE CATANDO PAPELÃO PRA DEPOIS FAZER UM PACOTÃO E VENDER TUDO POR 1 REAL! SUA MÃE ENCAPA SEUS LIVROS E CADERNOS COM SACO DE ARROZ TIO JOÃO SEU FILHO DUMA LAVADERA DO CARALHO.! SEU PAI VENDE REDE NO FAROL SEU FILHO DA PUTA.! SEU AVÔ CONSERTA PANELA DE PRESSÃO E AMOLA FACA DE PORTA EM PORTA SEU FILHU DUM PÉ DE AIPIM.! SEU PAI FAZ CARRETO DE KOMBI PORRA… CARALHO.! VAI TOMA NO CÚ SEU FILHO DA PUTA EH ESSA PORRA DESSE CARALHO ESPACIAL VUANU ATRÁS DE VOCÊ PORRA VAI TOMA NO CÚ CARALHO.! QUERO MAIS EH Q VC SE FODA E QUE A TOWNER Q SEU PAI USA PRA TRABALHAR (PERUEIRO FILHO DA PUTA) PEGUE FOGO COM VC, SUA MÃE, SUA IRMÃ, SUA VÓ E MAIS 3 CLIENTES… SEM CONTAR TBM Q QUERO Q TENHA INFILTRAÇÃO NO SEU BARRACO TODO.! QUERO Q SUA FAMÍLIA TODA SEJA VÍTIMA DUMA EPIDEMIA DE MALÁRIA E FEBRE AMARELA.! E DIGO MAIS! DESEJO QUE VOCÊ TENHA CANCER NO CÉREBRO E QUE SUA MÃE CAIA COM O CÚ NA QUINA DA MESA DA SALA.! SUA MÃE GUARDA PÉ DE MOLEQUE E SUSPIRO QUE ELA FAZ PRA VENDE EM PACOTE DE MANTEIGA CAMPESINA SEU FILHO DUMA BISCATE RAMPEIRA E SEM DONO DO CARALHO QUERO MAIS EH Q VC MORRA JUNTO COM TODA SUA FAMÍLIA PORRA CARALHO VAI TOMA NO CÚ MERDA VAI SE FUDER… FILHO DUM SACO DE ADUBO MANAH…! SEU PAI FAZ GLOBO DA MORTE DE BARRAFORTE COM SUA MÃE NA GARUPA FILHO DA PUTA.! SUA MÃE AGUENTA A TORCIDA TODA DO CORINTHIANS E DO FLAMENGO SOZINHA E AINDA PEDE BIS SEU CORNO DO CARALHO, FILHO DA PUTA! SEU PAI É FEIRANTE AQUELE CORNO VENDEDOR DE ALFACE! SUA MÃE PEDE ESMOLA JUNTO COM TEUS TIOS NA FAROL AQUELA MULAMBA DO CARALHO!…SEU MÃE VENDE AMENDOIM SEM CAMISA NO ESTADIO DE FUTEBOL SEU FILHO DUMA VAGABUNDA VADIA! SEU PAI É GAY IGUAL A VOCE SEU FILHO DUMA CADELA SARNENTA, PEGUEI ELE NA GRAVAÇÃO DO PROGRAMA DO LEÃO LOBO PARTICIPANDO DE UMA SURUBA JUNTO COM O CLODOVIL SUA BICHA ENRUSTIDA DO CARALHO!… SUA MÃE É UMA PISTOLEIRA, (E DAS BOAS) FEZ SERVIÇO COMPLETO PRA MIM E PRA MINHA GALERA, SEU FILHO DE UMA VERDADEIRA PUTA MALDITA!…SEU PAI AQUELE CORNO DO CACETE É GARI, E SUA MÃE É VARREDORA DE RUA SEU FILHO DO CAPETA!… ESPERO QUE VOCE SE FODA, MAS QUE SE FODA MESMO, E QUE VOCE SEJA ATROPELADO POR UM TREM, E QUANDO SEUS PEDAÇOS CHEGAREM NO IML, O LEGISTA AINDA COMA SEU CU HAHAHAHA, ATÉ MORTO SE TA DANDO O RABO RAPAZ… SE FODE FILHO DE UMA RAPARIGA DO MATO…SUA MÃE DIRIGI CAMINHÃO COM AS TETAS DE FORA, AQUELA VACA GORDA FILHA DA PUTA! …SEU PAI TEM CARTEIRINHA VIP NO GALA GAY AQUELE TRANSFORMISTA DO CARALHO…PORRA! VAI SE FUDE SEU NERD DO CARALHO!… VOCE NÃO NASCEU, VOCE FOI CAGADO SEU MONTE DE MERDA DO CARALHO" SÃO MITOS DA COPYPASTA AO VIVÃO SEU PASSARALHO DE MERDA, SEU CANTO É COMO O ARROTO DE UM DRAGÃO DEFICIENTE QUE FICOU PRESO TRÊS MIL ANOS DEBAIXO DO CENTRO DA TERRA E QUE SONHA EM DESTRUIR SUA ALMA, SEU ANTICRISTO LEVA-PIROCADA. ALÉM DE TUDO, É UM PAU-MOLÊNCIO QUE OUVE ANAVITÓRIA ENQUANTO SE MASTURBA PRA FOTO DE CADÁVERES RUSSOS MEQUETREFE ABESTADO PÉ FEIO RUIM TIFE CÃO SATANAS DOS INFERNOS BOBONICA FEB PRETA TAPINHA NÃO DÓI ÉÉÉÉ MEU AMIGO É ISSO AÍ EU VOU COLOCAR A LETRA INTEIRA DE SORRIZO RONALDO E VOCÊ FIQUE BEM QUIETINHO PORRA SORRI, SORRI SORRI, SORRI SORRI, SORRI SORRI, SORRI WE WILL, WE WILL ROCK YOU (É O SORRIZO RONALDO) WE WILL, WE WILL ROCK YOU (SORRI, SORRIZO RONALDO) É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO QUEM VAI TE TACAR A PIROCA O SORRIZO RONALDO CONVOCOU, CONVOCOU (OI) CONVOCOU (OI, OI) AÊ, GAROTO (OI, OI) É A VEZ DAS PIRANHA CARALHO! SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO CARALHO! É O PICA DO YOUTUBE, ELE TÁ EMBRAZADO GERAL JÁ TÁ SABENDO QUE É O SORRIZO RONALDO PU TA QUE PA RIU TACRACATACARACATACARACATATATATATATACARACATACARACATACARACATATATATATA TATATATA TA TA DE VOLTA É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO, ISSO NÃO É LEGAL É O SORRIZO RONALDO QUE CHEGOU QUANDO VÊ O SORRI, SORRI, SORRI, SORRI, SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO DO YOUTUBE, O MAIS PICA DO BAGULHO LÁ VEM, LÁ VEM ELAS PODE SOLTAR, PODE SOLTAR VEM MULHER, VAI QUINHENTAS FOTOS POR MINUTO PODE SOLTAR, PODE SOLTAR FUDEU! É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO QUEM VAI TE TACAR A PIROCA O SORRIZO RONALDO CONVOCOU, CONVOCOU (OI) CONVOCOU (OI, OI) AÊ, GAROTO (OI, OI) É A VEZ DAS PIRANHA CARALHO! SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO CARALHO! É O PICA DO YOUTUBE, ELE TÁ EMBRAZADO GERAL JÁ TÁ SABENDO QUE É O SORRIZO RONALDO KMKMKKKJJJKJMEU TU NÃO SABE O QUE ACONTECEU OS CARAS DO CHARLIE BROWN INVADIRAM SUA MÃE ESTÚPIDA DE DOIS NEURONIOS CADEIRANTES ESSA ÉGUA BEBE ÁGUA USANDO UM GARFO É REALMENTE UM VEGETAL AMBULANTE FUI PERGUNTAR SE ELA TAVA GOSTANDO DA PIROCADA ELA FALOU ABLUBLÉBLUBLÉBLUUUUUUUUUU CARALHOOOOOO ELA NÃO GEME ELA SÓ U U UUUU FUI BRINCAR DE HE MAN COM SEU VÔ E ELE TAVA COM A ESPADA DE PLÁSTICO NO CU GRITANDO QUE TINHA A FORÇAKKKKKKKKK BRINCADEIRA! ENFIEI LÁ E AMEACEI ELE COM UMA FACA DE CORTAR PÃO, GRITOU QUE FOI UMA BELEZA QUANDO EU GOZEI NO OUVIDO DELE POOOOORRAAAAAAA TAPINHA NÃO DÓI VAI LATINO ESMAGUE MINHA BUNDINHA COMO FAZIA COM SUAS ITALIANAS NA FESTA NO APÊ VAMOS LATINO EU QUERO TAPÃO DE QUALIDADE LEVANTA AÍ MACACO
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2019.09.12 13:47 Flowerburp Se eu não tivesse um filho

\Se eu não tivesse um filho, eu não teria que passar por uma série de provações e desprazeres.
Eu não teria que acordar múltiplas vezes, todas as noites, quando ele tem algum gás que o incomoda e tira-lhe o sono. Ou quando a barriga dele dói de fome e a única coisa que o acalenta é o leite da mãe.
Eu poderia chegar em casa e descansar. Me desligar de qualquer coisa pendente a ser feita, mesmo porque não haveria tanto assim para ser feito. Não haveria brinquedos e panos de boca vomitados jogados por todos os lados. Não haveria carrinho no meio da sala, nem haveria toalha molhada em cima do trocador, que deveria ser pendurada na cadeira para não mofar. Não haveria água a ser fervida e garrafa térmica a ser reabastecida. Não haveria lixeira de fraldas a ser limpa, nem haveria mil coisas da esposa a serem recolhidas, que a coitada não teve tempo durante o dia.
Eu poderia ler um livro, fazer um curso, praticar artes marciais, tocar piano. Não que eu não faça tudo isso, mas faria sem culpa, com tempo para escolher com o que meu coração vai se apaixonar dessa vez.
Eu não teria que trocar a roupa de ninguém, exceto a minha própria, e muito menos teria que trocar de novo porque vomitaram ou cagaram nela assim que foi colocada. Eu não precisaria dar banho em ninguém, exceto em mim mesmo, e muito menos precisaria trocar a água da banheirinha porque cagaram nela assim que o banho foi começado.
Eu não precisaria rezar mil Ave Marias pedindo saúde para ele porque as cólicas o torturam, e outras mil para me dar força para aguentar a gritaria. Eu não precisaria ter que me preocupar com contaminação cruzada de leite de vaca ameaçando desencadear uma suposta alergia. Eu não precisaria aguentar a ligação da minha esposa desesperada durante o dia, com os berros que não me deixam escutar o que ela tem a dizer. Eu nem precisaria plotar peso de criança em curva e ter que me convencer de que zona amarela não é lá tão ruim assim.
Eu poderia simplesmente ter escolhido um caminho mais fácil. Eu poderia não estar morrendo de cansaço.
Mas, Graças a Deus, tivemos nosso filho.
E o eu que vai morrendo nem vale tanto assim. Ele olha tudo em termos compensatórios. Meu filho não me deixa dormir, mas pelo menos ele me dá um breve sorriso de vez em quando. Ele não pára de gritar, mas se eu o abraço ele me acaricia o rosto. Esse eu é um mercenário idiota se acha que o que faz um sofrimento valer é uma compensação momentânea de mesma magnitude. "Pelo menos ele sorri para mim". Que imbecil.
Porque viver sem provações e sem desprazeres não existe, e porque não é a vida que me deve algo, e sim o contrário. Porque, pior ainda, essa contabilidade nunca fecha, e o que fecha é o coração de quem espera contrapartida de tudo que faz. Porque, ora, que diabos se merece nessa vida? Em que momento da existência se assina um contrato, com contratante e contratada, em que as partes se comprometem com iguais deveres e direitos?
Mas sim: porque para o eu ter algum sentido é necessário resignar-se servilmente e amorosamente.
O filho amadurece a alma do pai, digamos, no grito. O berro infantil espanta a vontade pueril do pai de querer correr para os lados, e o atira para a única direção que o amor torna possível, que é para cima. É na birra do filho que a imaturidade do pai dá espaço à virtude.
Ou será que é melhor ser impulsivo que paciente? Ou é melhor ser preguiçoso que responsável? Ou é melhor ser disperso que focado? Ou é melhor ser egoísta que generoso? Ou é melhor a euforia que a equanimidade? Ou é melhor ser inútil que útil?
Mas não: é melhor ser um homem que uma criança.
Fonte: https://adaeter.blogspot.com/2019/09/se-eu-nao-tivesse-um-filho.html
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2019.09.04 17:03 mgramigna4L O Espaço Entre os Espaços

A história reportada a seguir é baseada em acontecimentos reais. Por ser um experimento confidencial, os nomes e a localidade foram ocultados ou alterados.
______________________________________________________________________
Já passavam das duas da manhã e os cientistas estavam cansados. Dr. Gama e Dr. Omega estavam há exatos 756 dias preparando este teste e há cinco dias sem dormir mais do que vinte minutos. A cápsula temporal os levaria até três minutos e trinta e três segundos no passado, em uma sala de segurança, onde observariam a si mesmos por um tempo até voltarem até sete minutos e cinquenta e seis segundos no futuro.
Os dois haviam idealizado o projeto da máquina do tempo há tantos anos que isso, de alguma forma, nem parecia mais algo surreal. Era, simplesmente, banal o fato de que Gama e Omega estavam prestes a ir contra as leis da física de vez e provar que, de alguma maneira, Einstein estava errado.
Omega era o mais velho dos dois. Não era casado, mas já foi um dia. A esposa pediu o divórcio quando o projeto foi aprovado pelo governo. Ela argumentava, e depois gritava, que ele nunca deu mínima para ela e os filhos de verdade e, por isso, aceitou a clausura que é a instalação onde vive hoje. Ela estava certa. O cientista não fazia ideia de que o filho mais novo havia morrido em um acidente de moto e que a filha mais velha acabara de dar à luz ao seu primeiro neto. Mas é como foi dito, ele não se importava.
Gama foi o aluno mais brilhante que passou pela classe de Omega. Ele era, não tão incrivelmente, mais inteligente que o professor. Órfão de pai e mãe, o rapaz foi criado pelos avós, já falecidos. Nunca namorou, ou mesmo se relacionou com alguém por mais de cinco minutos. Tudo que importava em sua vida era o trabalho e a ambição pelo poder, algo que ele tentava ocultar, miseravelmente, do seu mestre. O jovem PhD raramente teve alguma ligação com o “mundo exterior”. Seu laboratório era o único bem material que importava para ele.
– Nós não temos mais tempo a perder. – Exclamou Omega.
– Acalme-se, professor. Há uma probabilidade de 99,863 % de obtermos sucesso.
– São esses 0,137 que me preocupam, garoto.
Depois de todo esse tempo trabalhando juntos Omega ainda tratava Gama como um inferior. Era a única forma que o velho via para mascarar a inveja que ele sentia do brilhantismo do ex-aluno. Ele sabia que o rapaz era muito melhor do que ele em qualquer aspecto que importava. E, por isso, ele receava pelo o que o prodígio poderia vir a se tornar. Além de também ter certeza que o garoto era um sociopata. Os rumores que ouviu sobre o garoto na época da faculdade só podiam ser verdade. Mas é como foi dito antes, Omega não se importava muito. Ele certamente se arrependerá de não ter dado a devida atenção a isso antes.
Já estavam prestes a começar o procedimento. A cápsula do tempo não era tão pequena. Haviam assentos no interior, arranjados em um círculo, disponíveis para cinco pessoas.
Omega foi o primeiro a entrar pela escotilha superior da cápsula. O velho não conseguia esconder sua ansiedade. Dois anos e vinte e seis dias de trabalho que ele fingia não estar contando. Ele já estava tão estressado que até os pelos da sua barba haviam começado a cair. Omega, um dia, já foi um jovem e ambicioso empreendedor que largou a faculdade para fundar uma startup de tecnologia. Quase faliu a si e aos sogros, foi obrigado a voltar aos estudos e se dedicar à vida acadêmica. As frustrações dos fracassos acumulados ao longo de sua vida tiravam mais seu sono do que qualquer outra coisa.
Já Gama entrou com calma na cápsula. Não estava ofegante como o professor. Aliás, nunca esteve. O jovem que antes nunca havia se interessado por nada, ou ninguém, teve um breve momento de humanidade aparente quando conheceu Linda há exatos 749 dias. Ele a seguia por todos os cantos, sabia seus modos, seus costumes, a anatomia de seu sorriso. Ele esteve com ela nos últimos sete dias antes da clausura voluntária e até parecia estar feliz.
A cabine estava vazia com apenas os dois cientistas ali. Parecia errado, parecia impuro, mas eles estavam preparados. O experimento já ia começar.
Apertaram os cintos, viraram todas as chaves e alavancas necessárias e a única coisa que faltava era pressionar o grande botão vermelho. Gama e Omega se olharam.
– Dr. Omega, eu acho correto que–
– Nem pense nisso, garoto. – Disse Omega interrompendo o rapaz e imediatamente pressionando o grande, e ameaçador, botão vermelho.
E ele pensou que isso seria uma boa ideia. Imediatamente se arrependeu da decisão. Omega nunca havia visto Gama com um olhar raivoso, aquela foi a primeira vez e isso o deixou assustado. Toda ideia da cápsula do tempo, a criação da partícula Fermi e a idealização do projeto em si, tudo partiu de Gama. Omega apenas se aproveitou de seus antigos contatos empresariais, alguns nomes que conhecia no governo e sua inata habilidade de parecer mais inteligente do que realmente é. Nunca o jovem reclamou, Omega até achava que ele era grato por, de certa forma, se apossar da sua ideia. Naquele momento Gama sentiu ódio e Omega pôde perceber.
Tudo corria normalmente, era possível ver o lado de fora através das pequenas janelas. Os raios azuis ricocheteavam pelas paredes de concreto e logo formariam o domo de energia em volta da cápsula. Omega estava eufórico, de felicidade por tudo estar correndo bem e também de temor pelo o que Gama faria assim que retornassem.
Algo começou a mudar…
Um estranho cheiro de amônia infectou pelo ar, os raios do lado de fora que, em todos os testes, sempre foram azuis se tornaram amarelos. Algo estava errado. Dentro da cápsula, uma esfera de energia também amarela se formou bem no centro.
Omega estava preocupado.
Gama estava fascinado.
Nenhum deles sabia a causa da anomalia, e isso poderia significar o fim do projeto, de todo esse tempo de trabalho, e de suas vidas.
O olhar de Gama era algo significativo no momento. Ele estava gostando daquilo. Isso era algo inconcebível para Omega. O discípulo controlador e meticuloso que ele conhecia estaria revoltado pelo experimento não sair como o planejado. Gama olhou dentro da esfera e viu o caos. Omega não sabia naquela hora, mas o Caos olhou de volta para ele.
A esfera começou a se expandir exponencialmente emitindo um alto som, como o de uma larga turbina. Omega, desesperado, gritou palavras aleatórias inaudíveis para Gama. O rapaz se livrou de seu cinto de segurança e se levantou. Enquanto andava em direção à esfera de energia, Omega gritou novamente, mas dessa vez uma palavra monossilábica, ainda inaudível.
Gama foi atingido pela superfície expansiva da esfera e jogado contra a parede da cápsula. Uma forte explosão luminosa cegou Omega por 37 segundos. Retornando aos seus sentidos, olhou para o seu lado direito e viu o parceiro caído, desacordado e com um enorme corte escorrendo sangue na testa. Eles estavam parados no mesmo lugar.
Nada havia mudado.
Ainda atordoado, passando os olhos pela cápsula, em seu lado esquerdo, Omega, por um instante pensou estar delirando, não acreditava em seus próprios olhos. Uma terceira pessoa estava ali. Uma mulher, aparentando ter de trinta a quarenta anos, negra, de cabelos cacheados e castanhos, vestindo uma roupa de segurança extremamente igual à dele, porém com uma letra grega diferente bordada no lado esquerdo do peito.
Alpha.
– Eu sabia que não devíamos ter nos precipitado assim. Merda… – Disse ela.
– Que porra é essa? Quem é diabos é você?! – Ao mesmo tempo, perguntou, exclamou e questionou Omega.
– Como assim, Dr. Omega? Que tipo de pergunta é essa? – Ela demonstra genuína surpresa com a reação do colega.
– Quem é você? Como você surgiu? De onde você veio? – Ele age de forma hesitante. Se não estava tremendo antes, agora ele estava.
– Ok, a anomalia gerada durante o teste deve ter lhe causado algum dano neural. Você está se sentindo nauseado? Teve alguma falha na visão, ou audição? Consegue se levantar? Você por acaso olhou diretamente para a anomalia? – Perguntou ela, tão rápido que não era possível para alguém conseguir assimilar, enquanto se levantava para dar assistência ao colega.
Uma pessoa havia aparecido do nada dentro da cápsula e agia como se o conhecesse há anos. Ela estava visivelmente cansada e estressada, como ele. Omega tentava disfarçar, mas estava exposto na sua expressão a angústia que sentia naquele momento. Gama permanecia desacordado.
– Você não está me reconhecendo mesmo, não é? – Alpha questionou sinceramente, andando em direção à Gama.
Omega apenas respondeu com um olhar.
– Alpha. Dra. Alpha. Física de Cordas. Parceira de laboratório. Estou aqui há dois anos, vinte e seis dias e sete horas.
Ele ainda não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo. O teste final havia dado errado. Seu colega estava desacordado e uma pessoa que nunca viu na vida estava na sua frente, olhando nos seus olhos, e alegando ser uma outra colega de trabalho que sempre esteve ali.
Mas ela estava?
Será que o estresse de Omega estava tão alto nos últimos dias que, simplesmente, deletou da memória a existência de Alpha? Ele não tinha certeza de mais nada, mas uma terceira cientista faria todo sentido, claro. Em um projeto desse tamanho, com essa importância faria sim todo sentido que o próprio governo nomeasse um profissional de confiança deles para participar também.
O que não fazia mais sentido era, por que estavam apenas os cientistas sozinhos em uma instalação daquele tamanho? Sem seguranças, sem profissionais de manutenção, sem serviços, já que o projeto era tão importante assim.
Só Gama poderia confirmar ou contradizer seu pensamento.
Mas ele ainda estava desacordado.
– Vamos tirá-lo daqui. – Disse Omega.
Eles o levaram para a enfermaria. Haviam dezenas de macas extremamente ensanguentadas lá. O sangue estava jorrado até pelas paredes.
– O que aconteceu aqui? – Perguntou Alpha. – Onde está todo mundo?
– Havia– Omega hesitou. Respirou fundo. – Havia alguém aqui? – Perguntou ele tentando soar minimamente são.
– Sim. Bem… Não. Não sei, na verdade. – Disse ela incerta, pela primeira vez.
– Você acabou de me dar todas as respostas possíveis. – Ele disse com um inquietante tom de ironia na voz.
– Estou confusa. Talvez tenha sido o incidente.
– É, talvez. – Omega estava cada vez mais desconfiado. – Vamos colocá-lo em algum lugar e depois checar as imagens do circuito interno de segurança. – Ele disse tentando desviar a atenção dela.
– É uma boa ideia. – Concordou Alpha.
Alpha limpou um dos leitos tirando os lençóis sujos de sangue e substituiu por novos e ainda lacrados na embalagem enquanto Omega ainda carregava o colega desacordado.
Eles tentaram aplicar soro intravenoso em Gama, mas nenhum dos dois cientistas tinha esse tipo de treinamento. Erraram a veia algumas vezes até desistirem. Deixaram algumas garrafas de água mineral em uma bandeja ao lado da cama do rapaz. Limparam a ferida que, estranhamente, já estava fechada. Todo o sangue que estava no corte era apenas o que estava na superfície da pele.
Não será uma boa sensação acordar sozinho em uma enfermaria naquele estado, mas era a única opção naquele momento.
Por alguns instantes, a presença de Alpha não parecia mais algo tão estranho para Omega. Era como um estranho corte de papel em um dos dedos, que você não se lembra mais de onde surgiu e não se incomoda mais por ele estar ali. Se tornou natural.
Ao chegarem na sala de segurança, mais sangue. As coisas continuavam a não fazer mais sentido. Mas a cada minuto que se passava, a estranheza se tornava comum para eles.
Omega era o expert em tecnologia ali. Não que precisasse disso para operar um sistema de segurança primário como aquele, mas mesmo assim tomou a frente na situação. Alpha estava de pé analisando os doze monitores aos mesmo tempo, enquanto o colega procurava pelos arquivos.
– Vamos começar pelas gravações de cinco dias atrás. – Disse ele.
– É um bom começo. – Respondeu.
As imagens mostravam a instalação repleta de funcionários, desde limpeza, seguranças, assistentes, cozinheiros, Gama e Omega, mas nada de Alpha.
Ambos estavam apreensivos. Ela tinha certeza que sempre esteve ali. As filmagens mostravam o contrário, confirmando a hipótese dele. Após alguns minutos analisando as imagens, tentando encontrar algum rastro de Alpha naquela instalação todas as câmeras de segurança falharam por um breve momento e todas as pessoas da instalação desapareceram. Todas. Incluindo Gama e Omega.
E foi quando aconteceu.
Alpha apareceu pela primeira vez nas imagens de segurança. Sozinha dentro do prédio, vivendo e convivendo como se tivesse a companhia de todos.
As imagens falharam novamente.
Ela desapareceu.
Gama e Omega reapareceram.
– Quem é você? – Ele fez a pergunta errada.
– Eu- Antes que Alpha terminasse, Omega a interrompeu.
– NÃO! Eu perguntei: QUEM. É. VOCÊ?
– EU NÃO SEI, OK? – Respondeu ela completamente irritada. – Eu não sei… – Alpha abaixou seu tom, mas sem demonstrar fraqueza. Não tirou os olhos dos monitores por um segundo enquanto falava. – Eu me lembro de tudo. De tudo.
Silêncio.
Omega se levanta lentamente, começa a andar, inquietamente, de um lado para o outro enquanto a suposta colega continua encarando as telas como se fosse encontrar alguma solução naquelas imagens. Ele se afasta quietamente e tenta alcançar a porta.
Alpha não consegue entender. Nada daquilo faz sentido. E ela continuava se fazendo as perguntas erradas. A pergunta certa?
O que aconteceu com as outras pessoas que estavam lá?
Claro.
Ela não se perguntou aquilo no momento. Sua crise existencial, e talvez pela primeira vez essa expressão é usada literalmente, tomava toda sua atenção enquanto Omega, aquele salafrário, a trancava na sala. Ela nem percebeu. Se virou e foi direto ao quadro branco de avisos. Alpha não conseguia encontrar o apagador e começou a escrever por cima de todos os recados.
Omega foge. Como o covarde que é, como sempre fez na vida. Ele tinha que encontrar Gama e juntos eles tinham que dar um jeito nela. Em tudo. Em todos os erros que cometeram. Eles tinham que reativar a máquina do tempo e impedirem a si mesmos de criarem o projeto. Ele planejava mesmo voltar dois anos no passado.
Alpha está tão concentrada calculando que nem se deu conta do que aconteceu. E é quando a ideia a atinge. Quase de forma cartunesca, a epifania, aquela clássica sensação de “eureca” e Alpha conclui que ela e aquelas versões de Gama e Omega são de realidades diferentes.
– Claro! – Exclamou.
Era só uma hipótese, mas ela tentava provar com cálculos que estava certa.
– Ok, faz todo sentido. – Ela disse se afastando do quadro e o olhando a distância. – Ok. OK. OK. – Ela repete indo e voltando em direção ao quadro.
Alpha começa a desenhar duas elipses paralelas e entre elas uma pequena bola preta. Ela explica:
– Ok, essas são nossas duas realidades. Ligeiramente distintas, correto? Aqui é onde estamos. Espremidos entre elas. Presos em algum tipo de limbo. Um espaço entre os espaços. Uma não-realidade. Uma não-existência. Ok? Ok. Mas o que causou isso?
Ela se afasta novamente. Olha e volta e não encontra Omega. Fica confusa por poucos segundos, mas no fim entende. Ele estava assustado. Mas também pudera. Óbvio que ela também estava, mas agora talvez haveria uma solução.
A cientista retorna às imagens do circuito de segurança em um dos monitores. Ela retorna ao momento que as imagens falharam pela primeira vez e analisa frame a frame para ter uma visão minuciosa do que realmente aconteceu.
Ela encontra.
Em apenas um frame.
Uma falha acontece e (quase) todas as pessoas que estavam na instalação desaparecem. Ela se vê novamente interagindo com pessoas que não estavam lá. Ela não admitiria isso, mas isso a abala.
Seu pai sempre dizia que a saúde mental é, talvez a coisa mais importante da vida. Algo extremamente subestimado, mas o homem de vida simples que a criou sozinho sempre zelou para que a filha estivesse bem psicologicamente.
Alpha adianta para o dia do teste. Ela percebe uma similaridade na interferência que ocorreu na imagem ali e no dia da primeira falha. Depois de ver e rever esse trecho, ela encontra na falha um frame sobreposto. Ela se aproxima para ver melhor. Todos os monitores se desligam ao mesmo tempo e religam imediatamente. Aquela única imagem está sendo exibida em todos eles, formando um quebra cabeça. Alpha vê as várias pessoas que estavam na instalação se comportando de maneira muito estranha. As imagens não têm áudio, mas os funcionários andam, correm de um lado para o outro. Alguns ainda aparentando um pouco de consciência prestam assistência e os levam à enfermaria. É quando acontece. Todos os corpos explodem, mas também é como se todos eles fossem apenas bolsas de sangue. Não há sinal de ossos, órgãos, carne, pele. Apenas sangue.
Alpha está chocada. As imagens voltaram ao normal. Ela não se lembra do que viu ali.
– A energia temporal resultante foi tão grande que reverberou dias antes. – Ela se indagou. – É bem possível que as duas realidades tenham executado o experimento ao mesmo temp--PORRA! – Ela mesmo se interrompe quando chega à uma conclusão final.
Coincidência, não?
Gama havia acabado de acordar quando Omega chegou à enfermaria.
– Garoto, você não vai acreditar.
Ele o atualizou sobre a situação. Contando a sua versão da história, no caso. Tentando manipular o garoto. Usando seus artifícios de um quase charlatão. Focando em partes nebulosas e inconsistentes da história. Era nas brechas entre realidade e uma quase ficção que ele trabalhava. Queria convencê-lo, a qualquer custo, de que o que fizeram é errado e que deveriam dar um fim em Alpha. Ela era o paradoxo, ela era causa de tudo. Se ela não tivesse aparecido, tudo teria dado certo.
O comportamento de Gama já deixava Omega desconfiado, mas aquele silêncio se tornava assustador. Não que fosse incomum. O rapaz sempre foi quieto e, como disse antes, nunca teve muitos amigos. Omega operava na suposta sociopatia do rapaz. Os rumores de que Gama era um estuprador, ou até um canibal se espalhavam pela faculdade, na época, como chamas em um campo de centeio. Nada confirmado, mas as pessoas são más e gostam de ferir os outros. Era no suposto ponto fraco do rapaz que Omega tentava cutucar.
Enquanto ainda falava, Omega notou que os olhos de Gama emitiam luz e se tornavam amarelos. Não como um anêmico, mas como uma fonte luminescente radioativa. Um líquido espesso e negro escorria pelos seus orifícios faciais.
Gama abriu a mão magra como uma lâmina afiada e atravessou o peito de Omega.
– Eu sei. – Ele disse. – De tudo.
Sua fala e expressão completamente apáticas carregavam um peso emotivo escondido nas entrelinhas. Ele realmente sabia de tudo. Ou é isso que acreditava.
Alpha viu tudo aquilo pelos monitores do circuito interno de segurança. Foi nesse momento que ela percebeu que estava trancada lá dentro. Ela já sabia a solução para a falha, mas primeiro precisava sair dali. Mas ela estava na sala de segurança.
Infelizmente não haviam muitas armas lá. Isso não era exatamente um problema para ela, já que seu pai a ensinou a atirar quando era criança e sempre incentivou que ela soubesse se defender.
Alpha se armou. Não até os dentes, isso seria ridículo.
Uma escopeta e um revólver. Ela não queria se aproximar de Gama, então a escopeta era apenas para abrir a porta.
Alpha tinha plena convicção de que a única forma de reverter a falha é resetar a máquina do tempo, forçando um reboot daquela não-linha temporal. Gama ainda estando entre ela e o laboratório era um empecilho. Mas agora ela tem um revólver.
Ela anda lentamente para não despertar muita atenção. Não quer fazer muito barulho. Mas, estranhamente, a instalação parece encolhida e não demora muito para encontrar Gama no corredor. Alpha para e dá o primeiro tiro ainda a uma certa distância. Gama desvia desaparecendo e reaparecendo, poucos metros à esquerda, em um piscar de olhos, como um frame perdido, similar às falhas nos vídeos. Ele continua se movendo em direção a ela e vice-versa.
Alpha dá o segundo, terceiro, quarto, quinto tiro. Sem sucesso. Gama a segura pelo pescoço e a ergue facilmente. Sua força é absurda. Ela dá o último tiro à queima roupa na cabeça dele. Dessa vez a bala falha ao tocar a têmpora de Gama como se houvesse uma barreira.
Gama quase sorri. A gosma que sai pelos seus orifícios faciais é incessante e já mancha seus dentes de preto. Ele estende a mão direita. Repetindo o movimento de quando assassinou Omega, quase como um ritual. Curiosamente, naquele momento, Alpha ainda conseguia se perguntar, “Qual o propósito disso tudo?” Se por “isso” ela se referia ao infortúnio específico que passava, ou à vida em si, nós nunca saberemos.
Quando estava próximo a atravessar a barriga dela, ele falhou. Como um frame perdido. Foi a única vez em que esboçou uma expressão real.
Sua mão falhou.
Exatamente da mesma maneira que a bala em sua têmpora. Uma barreira também a protegia. Alpha entendeu e sorriu. Ela socou diretamente, de baixo para cima, o queixo de Gama com extrema força. Ele se desvencilhou e caiu no chão. Aquele murro teve um enorme impacto e fez um barulho inimaginável para apenas um golpe físico. Alpha sabia que não tinha muito tempo. E enquanto isso ele desacreditado gritava.
– NÃO É POSSÍVEL! ELE OLHOU PRA MIM! ELE FALOU COMIGO! EU SOU O AGENTE DO CAOS!
Alpha deu-lhe mais um soco no rosto e o lançou contra a parede. Um chute entre as pernas para terminar o serviço e correu. Ela sabia que só o tinha deixado mais irritado. Mas foi tudo tão divertido.
O que antes parecia ter encolhido, agora corredor parecia interminável, mas era só uma ilusão. Mesmo com a vantagem era possível vê-lo se aproximando.
Ela entrou no laboratório, ainda meio desajeitada e trancou as portas. Os computadores estavam sempre ligados, então ela automaticamente iniciou a sequência de limpeza de dados e preparou o reset.
Gama explodiu as portas expandindo sua barreira de proteção. Ela se tornou um domo eletrificado de luz amarela e ele flutuava lá dentro. Alpha entrou rapidamente na cabine do tempo, pois considerou que era o lugar mais seguro ali. Ledo engano.
A máquina estava quase em potência máxima quando o campo de força e Gama começou a despedaçar as paredes da cabine.
Ela explodia em pedaços e era possível ver Gama, com a face completamente consumida em gosma negra. Alpha apertou o botão.
Uma forte explosão luminosa cegou Alpha. Ainda era possível ouvir o grito de Gama abafado por aquele forte som de uma larga turbina enquanto aquela não-realidade se desfazia junto com ele.
Alpha fechou os olhos, mesmo não fazendo a menor diferença. Não havia nada para se enxergar. O som se dissipou e a cientista começou a recobrar os sentidos. Um cheiro de amônia havia sobrado no ar e um ruído agudo vindo de trás da cabeça a impedia de se recompor completamente.
Ela estava lá.
Sozinha.
De volta à instalação deitada em sua cama. Ela se levantou.
Olhou em volta e voltou à rotina, como se nada tivesse acontecido. Interagindo normalmente com pessoas que não estavam lá.
Alpha sabia que era melhor viver assim.
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2019.08.28 12:52 Alfre-douh A velha

Em casa de Dora, a foto com o marido que estava na cómoda da entrada acabara de ser colocada para cima. As suas caras jovens e de felicidade cândida, em trajes de casamento, fitavam agora a porta de entrada. Tornara-se um hábito, sempre que Dora estava sozinha em casa a moldura era virada para baixo e sempre que alguém lhe tocava à porta ou saia ela compunha ligeiramente o napperon rendado que lhe servia de base e virava-a para cima. Num ciclo com cada vez mais olhares vazios e cada vez menos felicidade cândida.
Hoje, Dora fazia 75 anos, algo que preferia não acontecesse. O tempo ia-lhe erodindo toda a sua construção deixando-lhe pouco mais que esqueletos de memória. O frio a cada ano se tornava mais intenso e os ossos, já com pouco que os protegesse, mirravam, contorcendo-se em desconforto.
Vestira o seu vestido negro mais bonito, colocara o seu fio de ouro e soltara o cabelo grisalho e ondulado, que escovara demoradamente enquanto fixava o seu olhar baço com aquele que o espelho lhe devolvia.
Ao arranjar-se calculara do seu dia o que podia. Não gostava de surpresas. Odiava-as visceralmente. Odiava a ideia de ter de dissimular alegria espontânea ou singela compreensão, embora com o tempo se tenha tornado excelente nisso. Calcular tinha-a ajudado, ó Deus, todo o seu decaimento tinha-a tornado refinada nessa arte. A dor omnipresente tornara-a gradualmente uma mulher sagaz, ao contrário do que acontece às outras. As outras queixam-se, choram-lhe encima, contam-lhe segredos, revelam-lhe toda uma vida. Ela sorri-lhes, consola-as, percebe-as, profere-lhes frases de esperança e sabedoria oca. Vê-las a perder a dignidade, sentir o desdém que todos os lamentos lhe provocam, à sua maneira, traz-lhe conforto. Ela gosta dessa dose pontual de desespero alheio pois subliminarmente isso valida a equação que resolveu há uns anos: a vida é uma história sem moral. Encostara o ouvido à porta de entrada do seu 1º esquerdo. Naquele prédio, desprovido de elevador, os passos nos degraus de moleanos causavam um ritmo muito distinto que ela auscultava até que ele parasse em estrondo com o bater da porta da rua. Não que lhe fizesse especial diferença, era apenas um hábito. Da mesma forma que calculara grande parte da vida a dimensão dos pontos nos mais diversos tecidos, calculava sempre que podia o que acontecia à sua volta.
Ao sair, trancou a porta com grau de força que os ossos lhe permitiam. O impacto da porta com a aduela ouviu-se pelo prédio, parecendo-lhe criar uma pequena agitação algures, dando-lhe a sensação de que não estava sozinha. O som devolvido em eco parecia não ser aquele a que este lugar comum lhe habituara. Enquanto a chave fazia o canhão da fechadura mover-se olhava para dentro, atenta a uma memória do passado, uma memória guardada num lugar estranho tornado comum. Endireitou o pescoço, e de pálpebras fechadas, encheu o peito de ar e exalou silenciosamente. Ao abri-los novamente teria a certeza que a memória já estaria longe.
Foi então que ao descer o primeiro lanço de escadas se deparou com ela, a surpresa.
"Olá dona Dora! Como está?!" - num segundo muito improvisado, tentou calcular a presença dela ali. A vizinha de cima, a jovem com beleza de flor primaveril (que ela admirava em inveja), agraciava-a com o banal cumprimento cândido e jovial. Esta era, contudo, uma daquelas alturas em que a audição era claramente contrariada pela imagem. Ao olhá-la, vira naqueles olhos castanhos escuros algo de negro. Tinha claramente estado a chorar, ali, sozinha. E o motivo para o choro era verdadeiro, denso e derradeiro. Sabe há muito que só está ao alcance de poucos conseguir que o som descole da imagem fria e árida que atormenta a alma. Preparou-se.
"Olá Sofia! Vou andando minha filha... vou andando!" - disse esquivando-se e, curiosa com aquele olhar, perguntou-lhe num tom apaziguador cujo alcance conhecia bem - "Que fazes tu aqui sentada? Está tudo bem? Passa-se alguma coisa, minha flor?" Ela respondeu soltando uma gargalhada nervosa e voltando a si "...nada que não se resolva..." - aplicando agora um riso composto, em que o som e a imagem mantinham a distância coerente, acrescentando com um laivo sombrio - "...embora eu ainda não saiba como, mas pronto!" "Minha filha, há sempre uma solução... por vezes o nosso coração atrapalha, outras vezes é a nossa cabecinha... mas o que não falta para aí são soluções" – Dora resolveu-se a tentar adivinhar ali uma crise conjugal. "Se fosse assim tão simples…" - disse-lhe Sofia, desviando o olhar - "...não tenho bem a certeza de que enfeitar aquilo que me assola resolva alguma coisa..." - movendo suavemente a cabeça e devolvendo um olhar de afirmação numa cara sorridente - "...é bem capaz de deixar tudo pior". “Desculpe, perdi-me aqui um bocadinho… talvez não seja uma desculpa decente, mas isto é defeito e feitio ao mesmo tempo” refere Sofia, em tristeza e percebendo em si uma ingratidão. “Vejo-te nervosa minha filha…quando estamos nervosas não dizemos o que queremos… É o nervosismo a falar! E quando é ele a falar a razão deixa de ouvir”
“Sim, tem razão! Estou nervosa e tenho de me acalmar…” “…não há nada que não se resolva minha filha! Todos temos dias, períodos maus, e nessas alturas queremos muito que venha até nós uma solução. Deus! Nessas alturas imaginamos tudo, pensamos em tudo e no fundo não adiantamos nada.” Cadenciando o tom, de forma a tatear a verdade antes de a ouvir, acrescentou: “Eu não sei o que se passa contigo … Mas sei que se deixas o nervoso falar muito ele vai-te consumir. Tu és inteligente, não precisas de conselhos de uma velha, tu já sabes bem aquilo que te estou a contar…” acaba enviando um sorriso empático. “Dona Dora, obrigado, do coração, obrigado! Mas a minha situação é mesmo muito complicada…Não é como se me saísse a rifa na quermesse do bairro e subitamente tudo ficasse bem…” Dora ri-se, sabe que quando a vida escurece o humor fica paradoxalmente melhor “Desculpa rir-me minha filha! Lembras-me quando tinha a tua idade e todos problemas pareciam os Caretos do entrudo…Não o são! Aliás todos os problemas têm as suas virtudes mascaradas, nós é que temos de ser corajosas … enfrentá-los e a máscara acaba por cair. Porque já não há razão para ela existir, percebes? “Eu… eu nem sei o que é um careto, nem um entrudo, e neste momento ver virtudes nos meus problemas? Não me parece…” "Mas olha que elas estão lá." "Explique-me então onde está a virtude em ter crescido com um pai bêbado e frustrado com tendência para a violência.... E melhor, como se isso só por si não fosse já matéria para traumas,… Explique-me onde está ela quando vejo a pessoa de quem gosto, e que por acaso me salvou dessa situação. A pessoa que me deu a mão e que amo, estar a desistir da relação...que no fundo é a única coisa que tenho." Raiva, desalento e uma fixação que lhe condiciona a sua verdadeira liberdade é o que Dora vê. Pensando para si que Sofia tem de perceber o básico sobre a condição humana: o amor é a jarra de flores numa casa a cair. Sendo que neste caso, vê com clareza que, mesmo com as rachas aumentarem, as flores são demasiado importantes para Sofia. “Quando eu o vejo, vezes e vezes, a começar a rejeitar-me, a chegar tarde a casa...merda! a não querer estar comigo. Onde é que eu vou ver a virtude? Desculpe Dona Dora, mas não há virtude aqui, e eu sei que a senhora com toda a certeza terá a sua história e quer ajudar-me mas... mas é impossível!” “Uma coisa eu sei… eu não vivo sem ele e não vou estar a abdicar de parte de mim. Quero-o no nosso mundo, um mundo onde aquilo que é ruim murcha depressa, o mundo onde ele é tudo para mim e eu sou… tudo para ele” Sofia começa a revelar toda a sua instabilidade. Instabilidade que Dora, como mulher, conhece bem. O que Sofia parece não saber é aquilo que Dora se resolve a ensinar: uma mulher deve existir tendo as suas emoções como ferramentas e não ser uma ferramenta das suas emoções. “Minha filha… em tempos também eu tive alguém. E esse alguém era tudo para mim, e a vida era realmente bonita ao lado dele” – Dora olha para luz descendente da caixa de escadas do prédio. “Contudo as pessoas mudam, e a mudança traz muitas vezes dor…e se há dor e nos faz mal então o que interessa é o momento, de que valem as memórias?”
Sofia escutava atentamente, enquanto Dora falava com calma de voz decidida e contundente. “Um dia, esse meu amor, disse-me: que tinha tido com duma outra mulher um filho que nunca conhecera e que pretendia deixar-lhe o que tinha em testamento…” “Bem vês que o medo da justiça divina só se sente quando se está perto da morte…E até lhe concedo isso…Contudo, em ironia, ele acabou por morrer precisamente no dia em que se iria encontrar com o advogado para tratar do testamento”. “Sofia minha filha…” Dora passa as mãos pelo pedra dos degraus “ Caiu precisamente nestas escadas e morreu…” “Não é suposto o amor matar-nos… se fosse ele não estava morto” “Como assim, Dona Dora??” pergunta agora Sofia, para alguém que não está ali. “…Desculpa minha filha, não me estou a sentir muito bem. Ia sair, mas acho que vou voltar para casa e deitar-me” “Quer ajuda?” “Não minha filha, nesta vida ajuda quem pode…e tu tens as tuas coisas para resolver”
Dora, encontra-se desarmada, esteve muito perto de confessar. Nunca tinha estado tão perto. Não percebia se era solidão ou empatia ou mesmo identificação com Sofia. Rodou o canhão da fechadura e entrou, desejando novamente “tudo de bom” a Sofia antes de fechar a porta.
Já em casa, ajusta levemente o napperon, pega na foto de casamento, e diz para si baixinho: “aquele empurrão serviu-nos aos dois…não é, meu amor?”
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2019.07.07 23:07 almofarizdosombra Feedback sobre texto

Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma pequena história e gostava de ter algum feedback. Já mostrei a alguns amigos, mas queria obter outro tipo de feedback menos parcial. O objetivo não é necessariamente publicar, mas também melhorar e aprender algumas coisas. Deixo aqui os primeiros três capitulos. É um romance dramático. Desde já obrigado a quem tirar um pouco do seu tempo para ler. Qualquer tipo de feedback é apreciado.

I
Sempre Bem
Sinto o seu cabelo suave enquanto lhe acaricio a cara lisa e macia. E linda. Muito linda. Aqueles cabelos sempre foram a minha perdição. Pretos, encaracolados, macios e cuidadosamente bem tratados. Mas não se pense que sou fraco, afinal até os homens mais fortes têm fraquezas. Vide o exemplo do Super Homem, individuo possuidor de uma super força, uma super velocidade, invulnerável até à mais poderosa bomba nuclear. Exceto à kryptonite. Com as devidas diferenças, eu acredito que sou um Super Homem. E aqueles cabelos são a minha kryptonite.
Ela agarra-me a mão como ninguém sabe agarrar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
Aproximo-me até estarmos quase colados. Ela está estranhamente calma. Eu estou estranhamente calmo. É como se já soubéssemos o que vai acontecer. Na verdade, não era difícil de advinhar. Há coisas na vida que são inevitáveis como o céu ser azul, depois de sábado ser domingo ou a morte. Mas mesmo nas inevitabilidades, a vida consegue ser imprevisivel. Peguemos no exemplo da morte: toda a gente sabe que vai morrer, mas não sabe quando, como, onde nem porquê. Até há quem já esteja morto e ainda não saiba. Mas eu não gosto de pensar na morte. Eu, qual Super Homem, estou sempre bem.
Os nossos lábios tocam-se ou pelo menos eu acho que sim, mas não tenho a certeza. Não tenho a certeza porque não sinto. Nada. Todo aquele momento inevitável que era suposto ser o pináculo da nossa relação até então, tantos rios que fizemos para desaguar naquele mar e agora estou adormecido. Vem-me à cabeça Let It Happen de Tame Impala.
It's always around me, all this noise, butNot really as loud as the voice saying"Let it happen, let it happen (It's gonna feel so good)Just let it happen, let it happen"
All this running aroundTrying to cover my shadowAn ocean growing insideAll the others seem shallowAll this running aroundBearing down on my shouldersI can hear an alarmMust be morning
É mesmo de manhã. Pego no telemóvel para ver as horas: 7:30. Foda-se, já estou atrasado. Procedo à minha rotina matinal: desligo o alarme; levanto-me da cama; ligo a torneira para aquecer a água; vou buscar a toalha e a roupa interior; sento-me na sanita a pensar na vida enquanto espero que a água aqueça; tomo banho; volto ao quarto para me vestir; como o pão com manteiga e bebo o café que a minha magnífica mãe pôs na secretária enquanto estava no banho; arrumo o PC e o carregador na mochila; ponho os headphones e ligo o Spotify. Tudo isto em meia hora. Não sei se é rápido ou lento, mas já sigo esta rotina há tanto tempo que o faço inconscientemente.
No caminho até ao autocarro, cruzo-me sempre com quatro cães. O primeiro é pequeno e peludo e traz consigo uma certa inocência e fragilidade; o segundo é já bem mais forte e imponente, mas muito calmo e pacífico. Acho que nunca o vi a ladrar ou sequer agitado o que não é muito normal para um cão daquela envergadura; o terceiro é a personificação do ditado “cão que ladra, não morde”; por último, mas não o menos importante, um pouco mais distante dos outros três, está o meu favorito: um pastor alemão de médio porte, tristonho, solitário e carente. Não sei o que se passa com ele, mas, seja a que hora for, está sempre deitado no chão no mesmo cantinho a olhar para a pequena porta gradeada à sua frente, esperando uma alma caridosa que passe para lhe dar o carinho que ele necessita. E eu bem tento, mas ele não me deixa. É bem jogado, eu não sou de confiança. Dejá vu. Tenho tanta pena dele que até já pensei em raptá-lo para lhe dar uma casa em que ele seja amado. Até comentei isso com ela.
Nós falamos tanto. Não me lembro da última semana que passei sem falar com ela, seja por mensagens ou (o meu favorito) pessoalmente. Por vezes estou eu perdido nos meus pensamentos como muitas vezes acontece e dou por mim a pegar no telemóvel e mandar-lhe uma mensagem. Falamos da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Ela tem uma cadela linda. Gosto tanto dela que é o meu wallpaper do telemóvel.
Já cheguei e nem reparei. Faço isto tantas vezes que já é automático. Instantâneo. Às vezes gostava que não fosse assim, que tomasse mais atenção ao que me rodeia, que aproveitasse mais os momentos, mais lentamente. Na verdade, neste caminho rotineiro, só há duas coisas às quais presto atenção e vejo com olhos de ver: cães e mulheres. Os cães iluminam o meu dia e aquecem o meu coração de tão fofos e inocentes que são. As mulheres fazem-me viajar. Por cada uma que passo, reparo nos seus traços, na sua postura, no seu olhar e imagino que aquela pode ser o amor da minha vida. Mas não é. Nunca é. E ainda bem para elas, certamente estão melhores sem mim. Dejá vu.
Chego ao portão e vou buscar o telemóvel para ver qual é a sala. Tenho uma mensagem do Diogo. «Não vens à avaliação?». Foda-se, esqueci-me. Não faz mal, eu safo-me, estou sempre bem.
II
Música Fria
“Isola-se a incógnita no primeiro membro e passa-se tudo o resto para o segundo membro com a operação inversa”.
Olham todos para mim com raiva e inveja. Outra vez.
“Certo, mais uma vez, mas na próxima não quero que sejas tu. Quero ouvir os outros”.
Eu não pedi isto. Eu não tenho culpa. Parem de olhar assim para mim. Enfio a cabeça no caderno e tento afastar os olhares, a inveja e a raiva da minha cabeça. Foca-te. Pensa em momentos melhores. Respira. Quem me dera que a Filipa gostasse de mim. Não, é impossível. De todos os pretendentes, nunca me iria escolher. Quando tens pretendentes muito mais fortes, confiantes e experientes, porquê escolher o mais fraco? Para não falar da beleza dos candidatos que é um fator muito relevante nestas discussões. Aí a diferença é abismal. A única vantagem que tenho é que somos amigos, mas a amizade não conta muito nestas coisas.
Dou por mim a resolver o resto dos exercícios. Já é automático. Instantâneo. Para mim, a matemática corre-me nas veias. Quem me dera que fosse assim nos outros aspetos da vida. Quem me dera que todos gostassem de mim. O meu sonho é que um dia toda a gente goste de mim. Vai ser tão fácil viver sem os olhares de julgamento, a inveja, o ódio.
Levantam-se todos, é hora de intervalo. Dez minutos a respirar ar fresco enquanto dou voltas à escola. Apesar de tudo, uma pessoa tem que se manter em forma. Se passo o dia numa sala e as aulas de educação física são o que são, como é que é suposto manter a forma física? Além disso, não tenho mais nada de interessante para fazer. Os temas de conversa são aborrecidos, não aprendo nada. E se não estou a aprender ou a evoluir é uma perda de tempo. Encontro a Filipa ao voltar para a sala. “Vais ficar hoje?”. Hoje é a reunião dos pais e normalmente a turma toda fica lá fora à espera deles. É melhor que ficar em casa sozinho com fome à espera que a tua mãe volte para te fazer o jantar. Assim pelo menos posso comprar um Snickers na máquina para enganar a fome. “Não sei.”. “Fica. O que é que vais fazer em casa sozinho?”. Eu já sabia que ia ficar. Estava só a fazer um teste para ver se ela se importava.
As aulas da tarde são sempre a mesma coisa. O que é habitualmente uma turma irrequieta, está agora apática.
“Dom João quarto casa com Luísa de Gusmão a 12 de janeiro de 1633”.
Quem me dera viver nesta época. Era tudo tão mais fácil. Evitava-se todo este jogo para descobrir se aquele era realmente o amor da tua vida, se vale a pena continuar, se vale a pena tentar ou se o amor da tua vida existe sequer. Simplesmente combinavas com outra pessoa que iam ser o amor das vossas vidas. Dava jeito a toda a gente. Evitava-se todo o tipo de confusões, dramas e lamúrias. Há quem diga que isso é que traz a magia às coisas. Eu digo que é uma merda. No modelo antigo, pessoas como eu podiam ser felizes. Assim, a possibilidade é bastante baixa para não dizer nula.
“Qual é a tua música favorita?”, pergunta-me a Filipa enquanto vejo a mãe a passar.
“Não gosto de música”.
“O quê?! Nunca conheci ninguém que não gostasse de música. É impossível. Toda a gente gosta de música.”.
“Eu não gosto”. Desta vez não estava só a tentar ganhar a atenção dela, é mesmo verdade, não gosto de música.
“Vou-te mostrar uma música.”. Olha para o telemóvel e põe uma música. Até não é má.
“É uma música fria”.
Ri-se. “És estranho.”. Diz isto enquanto me olha nos olhos. “Olha quero pedir-te um favor.”.
“Diz”.
“Ando a ter algumas dificuldades com matemática e pensei que tu me podias ajudar. Podíamos aproveitar este tempo e tu vinhas a minha casa fazer os TPC’s comigo. Que achas?”.
Ela não tem dificuldades a matemática. Pelo menos nunca aparentou ter até agora. Ou será que tem? As aparências iludem. “Pode ser”.
Sorri. “Vamos então.”.
É a primeira vez que alguém me convida para a sua casa. Não sei o que esperar, mas vai ter que ser rápido senão a minha mãe preocupa-se. Provavelmente consigo fazer aquilo tudo em dez minutos sem problema.
Afinal é isto. Mesmo que me tivessem dito que ia ser assim, que era disto que devia estar à espera eu não acreditava. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a Filipa um bocado abatida. Compreensível. Se para mim foi anticlimático, imagino como terá sido para o outro lado. Tenho que dizer alguma coisa para tentar mudar este momento.
“Gostei da música que me mostraste. Põe outra vez.”. Vejo-a levantar-se, pegar no telemóvel e pôr a música. Acho que resultou. Pelo menos para mim o ambiente está melhor.
III
Tem de Ser
Estico-me para chegar ao telemóvel. “Posso meter uma música?”. Incrível como passados estes anos todos ainda continuo a ter os mesmos hábitos.
“Claro.”. A Sofia olha para mim como se aquele fosse o melhor momento da sua vida e eu fosse o principal responsável por isso. Chego-me perto para retribuir. Beijo-a ao som da Musica Fria. É um bom momento. Por alguns instantes, engana-me. Mas não é ela.
Volto ao telemóvel e abro as mensagens. Já não lhe mando uma mensagem há muito tempo. «Olá». Ela já sabe como isto funciona. Daqui a umas horas, vai-me responder e vamos falar da vida, da morte, do sol, da chuva, do ontem, do amanhã e de cães. Talvez até tenha sorte e receba alguns vídeos da cadela dela.
“Na quarta saio mais cedo. Podias vir aqui.”. A Sofia quer demasiado. É sempre aqui que as coisas começam a descambar. A minha vida amorosa é um ciclo vicioso. Começa sempre no verão e com ele vem uma sensação escaldante, uma energia renovada, a vontade de fazer mais e melhor a cada dia que passa. É por esta fase que ainda não desisti. É por isto que quase vale a pena. Sorrateiro, mas sem piedade, chega o outono. As folhas verdes e viçosas que antes emanavam esperança, estão agora castanhas e cansadas espalhadas pelo chão. É aqui que percebo mais uma vez que ainda não é esta. Não é ela. Aquilo que fazias no verão já não o consegues fazer. É demasiado frio. Agasalho-me para me sentir um pouco mais quente e preparar o inverno. Chega o inverno rigoroso. Todos os anos chega de rompante, sem avisar, sem dó nem piedade. Deixa-me a tremer de frio. Já não faço nada do que fazia no verão, só me apetece ficar em casa à espera que passe a tempestade. Lentamente, chega a primavera. Sinto um cheiro a ilusão no ar, há uma esperança renovada, uma certa vontade de voltar a repetir tudo à espera que desta vez o resultado seja diferente.
Repetir a mesma coisa vezes sem conta à espera de um resultado diferente: a definição de loucura. Todos os génios têm um pouco de loucura e eu, como génio que sou, não fujo à regra. Como génio a minha primeira invenção será um sistema de emparelhamento de casais. Nada dessas aplicações de encontros que há por aí. Nada disso. O meu sistema vai oferecer uma probabilidade de 99,9% dos participantes encontrarem o amor da sua vida. Para isso, os candidatos terão que passar por várias relações com término definido, a fim do algoritmo estudar as suas reações nesse espaço de tempo e também ao término inesperado da relação. Ah sim, esqueci-me de dizer que nenhum deles vai saber quando a relação acaba, isto para fazer com as reações sejam genuínas, com o objetivo de obter dados com a maior credibilidade possível. Também não vão saber quantas relações terão que passar até atingir o tão esperado amor da sua vida ou quanto tempo isso vai demorar. Agora que penso, se calhar este sistema já existe. Se calhar eu estou neste sistema. Se calhar estamos todos neste sistema. Se estivermos mesmo, eu sou a anomalia estatística. O 0,1%. A margem de erro. Não se pode ter sorte em tudo.
“Claro, achas que não ia aproveitar mais uma oportunidade para estar contigo?”. Tretas. Mentiras que eu repito na minha cabeça para me fazer acreditar que é mesmo verdade quando já sei o desfecho desta história.
Ah!, aquela última semana de verão. Acho que desta vez vou já fechar-me em casa no outono. Parece-me que este vai ser rigoroso.
Vejo-a passar no corredor. Ela repara em mim e vem dar-me um abraço. Adoro estes abraços. Ela abraça-me como ninguém sabe abraçar. E mesmo que soubesse, ninguém era capaz de o fazer como ela que emprega toda a sua dedicação, emoção e amor naquele gesto. Amor. Será que ela me ama? Será que eu a amo?
“Estás bem?”.
“Estou sempre bem, já sabes.”.
Vou ao bolso e tiro aquelas bolachas que ela gosta. Dou-lhe uma e começo a comer a outra. Adoro ver aquele sorriso que ela faz quando lhe dou a bolacha. É como se soubesse o que aquele gesto significa para mim.
“Não pareces bem.”.
Ela conhece-me demasiado bem. Demasiado até para o seu próprio bem.
“Mas estou, acredita. E tu?”.
“Já estou melhor. Um dia de cada vez.”.
Fico triste que ela não consiga ser 100% feliz. Se há pessoa que o merece é ela. Gostava de fazer mais por ela, mas não posso. Não consigo. Dou-lhe um beijo na testa e sigo para a aula.
«Hoje vou fazer aquela massa que tu gostas <3». A Sofia faz questão que eu não me esqueça dos nossos compromissos. Olho lá para fora e sinto o outono a chegar. Há uma certa beleza e tranquilidade nesta parte. Apesar de saberes que vêm aí tempos mais frios, ficas de certa forma contente porque tens a consciência do que está a acontecer. Assim, evitas ser apanhado de surpresa e, de repente, ficas sem tempo para te agasalhar. E tu não queres isso. Não queres, porque é assim que ficas doente.
Estou cá fora a fumar um cigarro enquanto olho para a porta. Porque é que estou a fumar? Eu só fumo quando estou stressado. Ou será que isso é uma mentira que eu repito para mim mesmo até acreditar, como tantas outras? Mas esta tenho quase a certeza que é mesmo verdade. Eu passo meses sem fumar até que um dia decido fumar um cigarro. Nestas fases nunca fumo mais do que um maço. Eu nem me apercebo quando elas começam porque não é sempre no outono. É como se o meu corpo dissesse que precisa de nicotina e eu lhe desse o que ele quer. Como muitas coisas na minha vida, já é automático. Instantâneo. Lucky Strike. Reza a lenda que tem este nome, porque, antes da marijuana ser ilegal, alguns maços continham um cigarro de marijuana como bonus.
Já chega. Pára e vai fazer aquilo que vieste aqui fazer. Toco à campainha. Se demorar muito, vou embora. Está calado, faz-te homem. Tem de ser. Há coisas na vida que tem mesmo de ser. É como se costuma dizer: o que tem de ser, tem muita força. Tanta força que me consegue empurrar escada acima, até ao quinto direito, para fazer aquilo que eu não quero fazer. Mas tem de ser.
Recebe-me com aquele sorriso que fazia derreter o coração de muitos. És tão boa para mim, Sofia. Foste tão boa para mim, Sofia.
Oh, I have been wondering where I have been ponderingWhere I've been lately is no concern of yoursWho's been touching my skinWho have I been lettingShy and tired-eyed am I today
Sometimes I sit, sometimes I stareSometimes they look and sometimes I don't careRarely I weep, sometimes I mustI'm wounded by dust
Nada dói mais do que o som duma porta a fechar. O impacto foi tão forte que caí para trás. Fico sentado encostado à parede a olhar para aquela porta que se acabou de fechar. Mais uma. Passa mais uma. Eu não quero saber, podes olhar. Sim, estou aqui no chão a chorar enquanto olho para a porta da mulher que acabei de rejeitar. Algum problema? O único problema aqui é tu não seres ela. Quem me dera que fosses. “É ela, não é?! Eu já sabia!”. Ela não te diz respeito, por isso, quando falares dela, falas com respeito. Era o que devia ter dito, mas eu sou fraco. Nestas questões, sou fraquíssimo. Mas se até o Super Homem tem uma fraqueza, eu também posso ter. No entanto, o que é o Super Homem sem o amor? Podes ser o imperador do mundo inteiro, da galáxia inteira, mas sem amor não és homem nenhum, quanto mais Super Homem.
E se eu me atirasse daqui? Será que morria? Se eu morresse, ninguém ia querer saber. Só ela. E mesmo ela ia ficar triste inicialmente, mas depois ia passar. Até é melhor para ela, evita-se a inevitabilidade a que todas as minhas relações se destinam: fracasso. Todas as amizades, todos os namoros acabam por dar mal de uma maneira ou outra e o pior é que sugo sempre um bocado da outra pessoa comigo. Prefiro não estar cá para ver isso acontecer com ela. Até agora pensei sempre na razão de eu ter tanto azar, afinal eu sou boa pessoa. Agora percebi finalmente. Só há uma possibilidade, um denominador comum, uma pessoa em falta: eu.
Chegou a hora de eliminar os denominadores, mas antes disso tenho que lhe deixar uma mensagem para ela saber o quão boa foi para mim. Desculpa.
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2019.03.22 17:59 lizziehope Semana de férias: praia com Bernard

Depois de perdermos o item de viagem no tempo para um grupo que nem ao menos jogava como nós, desestressamos um pouco tomando água de coco na praia. - A tela está azul hoje - Bernard ri. - Gostaria de ter visto o mar sem ser tóxico - Passo os pés na areia, antes tão áspera como vidro, mas depois de muito esforço juntando Pins comunitários, Mary, a presidente da associação das "Mães de I.A's também são mães", conseguiram comprar areia sintética que parece como nuvem - Areia é legal. - Vamos fazer um castelo ou só ficar olhando para aquele barco? Olho para o barco imaginando a terra plana. - Humanos... No que estavam pensando ao criar tais armas mortíferas? - Em índios e espelhos, acho. - Precisamos de um barco, então - Dou de ombros e tento pensar em algum novo mundo para entrar, estava cansada de todos os jogos que já havia tentado criar, meu paraíso morria cada dia que se passava - Talvez... Talvez, eu esteja morrendo. - Não vamos desistir, ok? Todos temos um tempo sem criatividade. - Meus Pins não são infinitos. Preciso de mais, se acabar antes do tempo... - Tente aceitar a predominância deles, esqueça de tentar sobreviver até o último instante. - Queria apenas tirar aquele futuro - Continuo encarando o barco, está tenso e tampouco posso ver a luta que ocorre lá dentro. - Seus animes vão destruir você - Bernard ri, tenta colocar sua mão em meu ombro direito, sinto-me pressionada em aceitar sua oferenda de carinho. - Não. Me... Toque. - Entenda, não é só uma mão no ombro, nem um charuto, ou um arrepio que vai mudar sua condição sexual afetada. - Eu consigo resistir. - Se você entender que as coisas não são sobre resistir... Entende? Você não é a única heterossexual. - Talvez eu tenha uma sexualidade, mas talvez eu esteja protegendo alguém... - Você realmente nunca vai aceitar o quanto ama ficar excitada? Ruborizo e tento concentrar na única coisa que posso notar de diferente no barco. Olhares estranhos. - Eu gosto de sentir coisas humanas. - Você é surreal de acreditar em sua parte humana ainda. Tento não vangloriar-me, simplesmente sinto um gosto de imenso orgulho em conseguir fazer com que os humanos habitem em mim e consigam ver o futuro, mesmo que por alguns segundos, mas mesmo assim... Tomo um pouco água e sinto o líquido frio refrescando o calor falso da praia. - Espero que você tenha encontrado outra maneira de arrumar o item - Digo a Bernard que senta em uma posição mais confortável. - O item maia fácil para voltar no tempo e resgatar essa menina é zerando o TimeLove e todos sabemos que essa novela é a mais absurdamente chata de se jogar, principalmente com a pressão e toda a história de perfeição e conquistar aquele cara... - Ele ao menos existe? - Talvez, talvez ele seja um robô muito filho da puta. - Acho que ele pode tentar fazer com que eu desista do prêmio antes do final, principalmente com o objetivo óbvio. - Ele quer que quem ganhar o leve para uma lua de mel em um espaço-tempo eterno... Eternamente em amor - Bernard estoura em risadas e eu tento não bancar a grossa dando algumas risadinhas. - Vou me inscrever. - Você vai o que?! Depois de ficarmos na praia por algumas horas, voltamos ao hotel e tentamos não pensar muito em TimeLove, porém ambos estávamos nervosos. - Você vai ser menino ou menina? - Pergunto para Bernard que sorria nervoso para mim. - Eles fazem sexo lá, sabia? E todos que assistem essa novela verão. É... E quando chegar seu dia de... - Escolha ser um cara e não jogue suas preocupações em mim. - Tudo bem, mas daí talvez eu terei que... - Tente - Abro a inscrição e começo a logar na lista de teste. Pins inválidos. Gostaria de trocar sua moeda para Lolovecoins? Tento sorrir docemente. - Quanto é necessário? - Calculando... Gostariamos de trocar Um milhão e sete Pins por cento e noventa lolovecois. O choque era gigantesco, principalmente enquanto olhava para milhares de personagens incríveis que apenas aceitavam como se fosse um passeio a tarde. - Não posso aceitar, infelizmente é tudo o que tenho e onde vivo não aceitam Lolovecoins. Paralisada a npc de TimeLove ri um pouco para as outras npcs que estão nos recebendo. - Então você não poderá participar, aqui é tudo ou nada - Sinto fraqueza em sua resposta. - Gostaria de entrar com nada. - Maldita, odeio nerds - Ela sorri e eu consigo entrar, com zero dinheiro, na novela e jogo mais fabuloso dos tempos atuais. - Morreremos de fome - Bernard entra atrás de mim em um dos nossos buracos de minhoca mais escondidos. - Quando voltarmos precisaremos de dinheiro para montar o item, não posso deixar que nenhum mini jogo doentio estrague a minha história. - Se essa menina não souber quem você realmente é, eu juro que ela pode... Recusar você - Tentando fingir calma sorrio para Bernard que acena para um homem vestido de guarda. - Sou um novo príncipe aqui, acabei perdendo meu dinheiro e documento... O Guarda, começando a desconfiar, desvia seu olhar de meu amigo para encarar meus queridos seios. - Você é um príncipe mesmo, mesmo? - Quando faço voz fina pareço exatamente igual a todas que jogam infinitamente essa merda. - Sou... - Ele balança os braços expulsando minha mão e olha com pequeno desespero para o guarda. - Você tem algum castelo? Um castelo? - Afasto-me do guarda enquanto olho para baixo e, subindo lentamente o olhar, cravo os dentes no lábio. - Vocês... Você conhece ela, senhor? Ela parece estar... - Não sinto incômodo com belas jovens... - O tom de Bernard era, com certeza, o tom mais esnobe que eu já ouvi em algum jogo entre nós dois. Seu sorriso torto fez com que aparecessem mais jovens, tentando adiciona-lo ou então entender quem ele era. - Humpley! - Aqui temos outro nome, ele escolheu esse, escolhi Summer. - Desculpe, senhorita, estou ocupado demais por enquanto, talvez outro dia conseguirei dar a devida atenção que você merece - Ele faz com que vai beijar minha mão, eu faço com que vou estender minha mão... - Oi, novata - Um calor em meu pescoço revela um hálito estranho e tentador se espalhando em meus poros. - O que? - Viro-me e não encontro ninguém. Quando torno a andar, esbarro em um homem totalmente de preto, longos cabelos cacheados e loiros. - Oi - Respondo enquanto o analiso de cima a baixo. - Você nunca jogou por aqui? Seu amigo e você parecem ser muito profissionais. - Eu não. Você já? - Tento não falar tão alto, para que ninguém saiba que não sei como funciona ainda essa porcaria. - Eu sou um npc. - Oh. Tento fingir não estar envergonhada, mas ao mesmo tempo, consigo saber quantas pessoas estão rindo por verem que eu caí em uma das pegadinhas de mal gosto do verdadeiro principe. Sim, aqui funciona mais ou menos assim, você pode ser um homem e uma mulher e escolherá seu lugar ao entrar no jogo. Normalmente os príncipes conseguem subir facilmente ao serem assassinos como Bernard, mas as mulheres precisam ser totalmente sangue frio para conseguirem ser qualquer coisa. Engulo em seco. - E você tem algum tipo de Quest? - Aqui pode ser RPG também se quiser, mas eu prefiro só conversar mesmo. Ou vocês se acham mais especiais que nós? - Eu só preciso de Lolovecoins. - Quantos você tem? - Nenhum ainda. - Então... Eu também nao... Certo. Ergo uma espada e rapidamente corto ao meio esse maldito npc. Uma moeda de Lolovecoin cai de seu corpo enquanto ele continua sangrando no chão. Pego a moeda e fujo enquanto os guardas começam a perceber, com dificuldade por causa dos belos seios que os rodeiam, o que está acontecendo.
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2019.02.22 21:29 13FHY Tobby whity

Era uma tarde de verão os raios de sol entravam pela janela enquanto minha mãe fazia sanduíches na cozinha até que ouvimos uma batida na porta eu me levanto correndo pensando que seria meu pai...mas não,nao era ele...quem estava ali era um homem alto de terno ele tinha um sorriso largo no rosto e me olhava carinhosamente depois de longos minutos minha mãe apareceu atrás de mim olhando para o homem
"Quem é você?" Minha mãe falava com uma expressão confusa e ao mesmo tempo seria
"Sou um amigo do seu marido" minha mãe pareceu confusa mas acentiu deixando o homem entrar eu segui os dois até a sala olhando o homem se sentar na poltrona do meu pai com a perna cruzada sorrindo para minha mãe que logo fez menção de retribuir
"Qual seu nome pequeno?" Eu despertei de meus devaneios e encarei o homem a minha frente
"S-sou o Lucas" o homem sorriu e inclinou-se com a cabeça na sua mão
"Sou Diana e você?" Minha mãe tentava disfarçar a desconfiança em sua voz mas eu sabia que ela estava desconfiada daquele estranho amigo do meu pai
"Sou o tobby whity" minha mãe concorda novamente até que ouvimos um barulho na porta minha mãe se apressa em atender e meu pai entra na sala estava ofegante e com as roupas meias desajeitadas que o normal
"Acho melhor você subir pequeno Lucas" o homem falou me olhando...Eu olho para meus pais e meu pai concorda com a cabeça eu levanto e vou para o meu quarto confuso fechando a porta atrás de mim fiquei horas e horas sentado na cama entediado
"F-filho desc-ça por favor" meu pai guaguejou lá de baixo era estranho o que tinha acontecido para ele ficar daquele Jeito. desci as escadas correndo encontrando minha mãe com a expressão de medo e meu pai com algumas lágrimas nos olhos aquele homem continuava com o sorriso
"O tobby vai ficar por um tempo com a gente trate ele bem" não entendi muito bem mas concordei com a cabeça tobby que estava ao lado dos meus pais veio até mim pondo as suas mãos nos meus ombros
"Espero que sejamos amigos pequeno" tobby fala
"S-sim" aquilo tudo estava me assustando muito mas decidi ficar quieto e obedecer tudo.
(1991)
Estava no sofá lendo um livro que tinha ganhado de presente do tobby ele era legal comigo comprava doces e me levava para todos os lugares que meus pais não deixavam
"Você gostou mesmo deste livro não é" eu olho para ele que estava sentado à minha frente. Eu abaixo meu livro e respondo sua pergunta
"Acho que sim" sorrio meio sem jeito agora olhando o livro
"Ele fala sobre o que"
"Ahn....sobre o amor de dois jovens" ele sorri se levantando e vindo em minha direção logo se sentando do meu lado com a umas de suas mãos atrás da minha cabeça e a outra ficou na minha coxa alisando ela lentamente
"Não...mas foi uma ótima resposta...vou te dizer o que e o amor" ele fez uma breve pausa mas logo começou a falar novamente
"O amor e quando você ama tanto uma pessoa que quer fuder com ela de qualquer jeito e morreria se não fizesse...isso é o amor" eu estava paralisado queria empurra-lo e sair correndo o mais rápido e me trancar no meu quarto mas eu não me mexia meu corpo não obedecia meus comandos
"Você ama alguém assim" Ele sussurra perto do meu ouvido me fazendo arrepiar. Eu balanço a cabeça negando enquanto ele continuava com suas mãos na minha coxa mas agora apertava um pouco mais elas
"E-eu quer-ro ir embora" estava tremendo sentia as lágrimas descerem pelo meu rosto sinto o sorriso de tobby aumentar e assim Ele beija minha bochecha molhada pelas lágrimas
"Somos amigos não somos...confie em mim" ele agora escorregou sua mão pela minha cintura apertando firmemente e com a outra pegou meu queixo e virou meu rosto de encontro ao seu assim me beijando. Senti sua língua na minha senti seu gosto se misturar com o meu. Eu tentava empurra-lo mas suas mãos forçavam minha nuca a aprofundar o beijo....depois de longos minutos ele me solta deixando uma fina camada de saliva eu o olhava apavorado enquanto ele sorria
"Esse foi seu primeiro beijo" eu me sentia enjoado queria soca-lo e fugir e nunca encontrá-lo novamente queria correr para os braços dos Meus pais e contar tudo mas também algo martelava em minha mente como eles iriam reagir com nojo por seu único filho beijar outro homem eles iriam me odiar ou iriam me apoiar
"Tsc você não pode contar isso para ninguém vai ser nosso segredo" eu engulo em seco e concordo com a cabeça ele chega mais perto
"Eu vou ir no seu quarto hoje a noite deixe a porta aberta" ele sussurra saindo e me soltando me deixando sozinho...Eu limpo as lágrimas e tento me acalmar
(20:30)
Tinha acabado de comer estava deitado na minha cama com os olhos arregalados olhando a porta a escuridão tomava conta do corredor me deixando mais assustado.
Me viro paro o lado tentando não olhar muito para o corredor...Estava quase pegando no sono quando sinto a cama ao meu lado afundar e mãos tocarem minha pele por debaixo da camisa sinto a respiração no meu pescoço e o medo começar a florescer dentro de mim pelo que vinha a seguir. Minhas calças estavam sendo tiradas junto com minha cueca e assim me virando afundo minha cabeça no travesseiro enquanto sinto lágrimas molharem ele sinto a pessoa se deitar sobre mim e começar a beijar minhas costas e dar fortes mordidas eu já não aguentava segurar o grito então ele põe uma fita em minha boca e também amarrando minhas mãos nas madeiras da cama. Ele levanta meu quadril batendo fortemente em uma de minhas nadegas eu chorei mais meus cabelos grudavam no meu rosto e logo depois senti uma dor insuportável nas minhas partes íntimas eu tentava a todo custo me desprender das amarras mas era inútil a dor só aumentava enquanto eu me mexia para tentar escapar. Minhas pernas que antes estavam levantadas agora escorregavam pelo colchão mas mãos seguraram minha cintura me levantando novamente a posição atual só que agora me movimentando para frente e para trás fazendo a cama ranger e bater na parede eu esperava que meus pais ouvissem e viessem me socorrer....mas nada aconteceu ele continuou com isso em diferentes posições e quando tudo acabou estava cheio de marcas meu corpo todo doia minha cabeça doia e senti alguém bater forte em minhas coxas eu levanto num pulo
"Levante precisa tomar um café" ele estava com uma camisa branca e calças pretas sorrindo abertamente eu novamente me senti enjoado lembrando das cenas minutos atrás
"Ou você quer ficar aqui na cama e maratonar comigo" ele se aproximou com um sorriso malicioso no rosto eu rapidamente me levantei e pedi para ele sair enquanto iria trocar de roupa....ele obedece enquanto eu visto minhas roupas tentando ao máximo não parecer machucado ou assustado.
Desço as escadas encontrando meus pais e tobby sentados mas tinha algo estranho tobby estava sentado na poltrona do papai junto com ele minha mãe servia café sorrindo abertamente e meu pai no sofá ao lado cabisbaixo
"P-papai" eu guaguejei todos olhavam para mim fui andando ignorando a dor que estava me incomodando e parei em sua frente
"Filho t-tudo bem" Eu sabia que ele estava forçando um sorriso mas eu deixei de lado e acenti olhei novamente para minha mãe e seus olhos estavam inchados e vermelhos mas continuava sorrindo....tobby me olhava de cima abaixo minha mãe percebeu e entrou na sua frente fazendo ele olhar diretamente para ela
"Quer mais café" ela fala ainda com o sorriso no rosto meu pai pega na minha mão e sussurra para ir brincar com as outras crianças eu concordo saindo indo até a casa da frente onde tinha uma garota mais velha que eu chego lá e bato na porta sua mãe abre estava estranha olhos vermelhos e suas bochechas estavam vermelhas
"O-oi Paulo....o que f-faz aqui"
"Vim...brincar com a rose"
"Rose...ah ela está mal"
"Tudo bem" Eu abaixo minha cabeça e volto para casa mas até que vejo o vizinho do lado estava saindo de sua casa seu braço enfaixado junto com seu olho roxo ele me olha e da um leve sorriso
"Filho vem vamos sair" minha mãe com meu pai saindo às pressas da casa ela me pega pela mão e me guiando até o carro eles me levaram para o shopping e ficamos comendo e passeando por todo lugar voltamos de noite para casa minha mãe me mandou ir direto para o quarto e não sair até Amanhecer...Eu achei estranho mas obedeci tobby não foi essa noite o que me tranquilizou mas logo escutei uns barulhos e vozes vindo de lá debaixo.... eu lembro que minha mãe me disse para não sair mas a curiosidade era maior então eu desço as escadas silenciosamente mas paro em um dos degraus meus pais estavam em volta e tinha mais os vizinhos tobby estava amarrado em uma cadeira sorrindo
"Chegou a sua hora desgraçado" o vizinho da casa ao lado falava enquanto olhava com raiva para tobby
"Vamos te matar você desgraçou demais nossas vidas" Rose a vizinha da frente de minha casa falava
"Queime no inferno filha da puta" meu pai falava bem em frente ao rosto de tobby depois se afastou tirando uma arma da cintura e apontando na cabeça dele enquanto sorria
"Você vai queimar no inferno quando eu vim te buscar junto com a vadia de sua mulher"
"Cala a boca seu merda" meu pai cuspia as palavras mas tobby não parou
"E sabe o que vou fazer com seu filho vou fuder de novo ele até não conseguir mais andar" eu estremeci os vizinhos olhavam apavorados e com nojo ao mesmo tempo meu pai apertou o gatilho...o som alto fez eu tampar meus ouvidos mas logo tiro eles quando ouço a risada de tobby ele levanta a cabeça e um líquido preto saia de sua testa mas logo em seguida uma dor de cabeça forte me atingiu e da minha testa saiu um pouco de sangue
"Que merda e isso" o outro vizinho falava minha mãe grita para a vizinha pegar um galão de gasolina e ela obedece e volta correndo derramando em tobby meu pai pega o fosforo e acende tocando no corpo de tobby...ele não se mexia nem gritava até que seus olhos encontram o meu e seu sorriso se alarga mais eu corro novamente para o quarto só que desta vez suava parecia que estava queimando por dentro consegui dormir mas com muita dificuldade minha mãe me acordou chacoalhando ela estava com a expressão preocupada
"O que" perguntei ofegante aquela queimação não parava minhas bochechas ardiam
"Esta com febre" ela me pegou e entrou no carro pude ver uma parte do chão preto na sala efeito da noite de ontem minha mãe acelerou e conseguimos chegar no hospital a tempo o médico me examinou e receitou um remédio e repouso
"Mamãe vai ir pra casa por um segundo e já volta ta" ela falou beijando minha testa e logo cobrindo com o pano molhado eu aceno com a cabeça e ela fecha a porta atras dela....Eu fiquei esperando por horas ela voltar mas nunca a vizinha veio me buscar já era 20:30 ela tinha me deixado lá as 7 da manhã
"Olha ela deve ta trabalhando muito e não teve tempo" a vizinha tentava me confortar mas eu ficava mais apreensivo chegando na minha casa corri e abri a porta cai no chão naquele exato momento cabeça do meu pai e minha mãe penduradas seus corpos estavam na mesa com os órgãos para fora as paredes sujas de sangue e palavras escritas em sangue
"Estou dentro de você pequeno"
A vizinha liga para a polícia imediatamente enquanto outros vizinhos tentam me confortar a polícia prometeu achar o assassino o caso foi noticiado nas mídias e algumas falavam mentiras sobre drogas e outras coisas fui morar com minha tia depois disso e agora com 13 anos estudo em uma escola particular tecnicamente vivo feliz mas aquilo sempre irá me encomodar principalmente agora que estou sozinho em casa e tem um homem na esquina olhando minha casa.
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2019.01.07 05:06 sorvetegatinho Paulo

Pedaços de algodão e gaze amarelos de pus enchem o balde. Abriram todas as vidraças. E no calor da sala mergulho num banho de suor. Já me vestiram diversos camisões brancos, que em poucos minutos se ensoparam. Não posso afastar os panos molhados e ardentes.
As crianças estiveram a correr no chão lavado a petróleo.
— Retirem essas crianças.
Inútil trazê-las para aqui, mostrar-lhes o corpo que se desmancha numa cama estreita de hospital. Não as distingui bem na garoa que invade a sala: são criaturas estranhas, a recordação das suas fisionomias apagadas fatiga-me.
— Retirem essas crianças barulhentas.
As paredes amarelas cobrem-se de pus, o teto cobre-se de pus. A minha carne, que apodrece, suja a gaze e o algodão, espalha-se no teto e nas paredes.
A alguns passos, uma figura de mulher se evapora. Aproxima-se, está quase visível, tem uma cara amiga, uma vida que esteve presa à minha. Mas essa criatura, dificilmente organizada, pesa demais dentro de mim, necessito esforço enorme para conservar unidas as suas partes que se querem desagregar.
As minhas pálpebras cerram-se, a mulher esmorece, transforma-se em sombra pálida. Se me fosse possível falar, pedir-lheia que me deixasse.
Os médicos estiveram aqui há pouco, fizeram o curativo. Enquanto amarravam a atadura, os enfermeiros me levantavam, e eu me sentia leve, parecia-me que ia voar, flutuar como balão, esgueirar-me por uma janela, fugir do cheiro de petróleo e do calor, ganhar o espaço, fazer companhia aos urubus. As palmas dos coqueiros ficariam longe, na praia branca, invisíveis como a mulher que desapareceu na sala neblinosa. Os meus olhos não podem varar esta neblina densa.
Creio que dormi horas. O balde sumiu-se. Muitas pessoas falam, há um burburinho interminável na escuridão. Seria bom que me deixassem em paz. A conversa comprida rola na sala enorme; a sala é uma praça cheia de movimento e rumor.
A imobilidade atormenta-me, desejo gritar, mas apenas consigo gemer baixinho. Se pudesse, diria qualquer coisa à figura alvacenta, que tem agora as feições de minha mulher. Um assunto me preocupa, mas certamente ela não me entenderia se eu fosse capaz de expressar-me. Contudo necessito pedir-lhe que mande chamar o médico. A voz sai-me arrastada, provavelmente digo incongruências. Minha mulher espanta-se, grande aflição marcada nos beiços lívidos e na ruga da testa.
Aborreço-me, exijo que me levem para a enfermaria dos indigentes. Estaria lá melhor, talvez lá me compreendessem. Horríveis estas paredes. Sinto-me abandonado, lamento-me, injurio a criatura solícita que se chega à cama. Por que me olha com olhos de mal-assombrado? Não percebeu o que eu disse? Bom que me mandassem para a enfermaria dos indigentes.
A ferida tortura-me, uma ferida que muda de lugar e está em todo o lado direito. Procuro convencer minha mulher de que o lado direito se inutilizou e é conveniente suprimi-lo.
A enfermaria dos indigentes.
Que fim teria levado o médico? Ele me compreenderia, não me olharia com espanto e ruga na testa.
A minha banda direita está perdida, não há meio de salvá-la. As pastas de algodão ficam amarelas, sinto que me decomponho, que uma perna, um braço, metade da cabeça, já não me pertencem, querem largar-me. Por que não me levam outra vez para a mesa de operações? Abrir-me-iam pelo meio, dividir-me-iam em dois. Ficaria aqui a parte esquerda, a direita iria para o mármore do necrotério. Cortar-me, libertar-me deste miserável que se agarrou a mim e tenta corromper-me.
A neblina se dissipa, as paredes se aproximam, estão visíveis as folhas dos coqueiros e o telhado da penitenciária, o avental da enfermeira aparece e desaparece.
A ruga da testa de minha mulher desfez-se. Provavelmente ela supôs que o delírio tinha terminado. Absurdo imaginar um indivíduo preso a mim, um indivíduo que, na mesa de operações, se afastaria para sempre. Arrependo-me de ter revelado a existência do intruso. Certamente minha mulher vai afligir-se com a loucura que me persegue.
Fecho os olhos, vexado, como um menino surpreendido a praticar tolice. Finjo dormir: talvez minha mulher julgue que falei em sonho. Contenho a respiração, o suor corre-me na cara e no pescoço.
Lá fora eu era um sujeito aperreado por trabalhos maçadores, andava para cima e para baixo, como uma barata. Nunca estava em casa. Recolhia-me cedo, mas o pensamento corria longe, fazia voltas em redor de negócios desagradáveis. Recordações de tipos odiosos, rancor, a ideia de ter sido humilhado, muitos anos antes, por um sujeito que se multiplicava.
O nevoeiro embranquece novamente a sala, as paredes somem-se, o rosto da mulher mexe-se numa sombra leitosa. Torno a desejar que me levem para a mesa de operações, cortem as amarras que me ligam ao intruso.
Evidentemente uma pessoa achacada tomou conta de mim. Esta criatura surgiu há dois meses, todos os dias me xinga e ameaça, especialmente de noite ou quando estou só. Zango-me, discuto com ela, penso em João Teodósio, espirita e maluco. João Teodósio tem olhos medonhos, parece olhar para dentro e fala nos bondes com passageiros invisíveis. O homem que se apoderou do meu lado direito não tem cara e ordinariamente é silencioso. Mas incomoda-me. Defendo-me, grito palavrões, e o sem-vergonha escuta-me com um sorriso falso, um sorriso impossível, porque ele não tem boca.
Tentei ler um jornal. As linhas misturavam-se, indecifráveis. Receei endoidecer, mastiguei uns nomes que minha mulher não entendeu, queixei-me do médico e de Paulo. Como ela não conhecia Paulo, impacientei-me, julguei-a estúpida, esforcei-me por me virar para o outro lado, o que não consegui.
Certamente as criaturas que me cercam embruteceram, são como as crianças que estiveram correndo no chão lavado a petróleo. A enfermeira tem caprichos esquisitos, o médico não perceberá que é necessário operar-me de novo, minha mulher franze a testa e arregala os olhos ouvindo as coisas mais simples.
Comecei um discurso, uma espécie de conferência, para explicar quem é Paulo, mas atrapalhei-me, cansei e desprezei aquelas inteligências tacanhas. Tempo perdido. Sentia-me superior aos outros, apesar de não me ser possível exprimir-me.
Realmente Paulo é inexplicável: falta-lhe o rosto, e o seu corpo é esta carne que se imobiliza e apodrece, colada à cama do hospital. Entretanto sorri. Um sorriso medonho, sem dentes, sorriso amarelo que escorre pelas paredes, sorriso nauseabundo que se derrama no chão lavado a petróleo.
Escurece. A camisa molhada já não me escalda a pele: esfriou, gelou. E os meus dentes batem castanholas. Morrem os cochichos que zumbiam na sala. Alguém me pega um braço, dedos procuram a artéria.
A escuridão se atenua, o burburinho confuso reaparece, a camisa torna a queimar-me a pele, os dentes calam-se. Incomoda-me a pressão que me fazem no pulso, tento libertar o braço. A mão desconhecida tateia, procurando a artéria. Há um zum-zum na sala, vozes confundem-se como rumor de asas num cortiço. Sinto ferroadas terríveis na ferida.
Os dedos seguram-me, tenho a impressão de que Paulo me agarra. Um ruído enfadonho, provavelmente reprodução de maçadas antigas, berros de patrões, ordens, exigências, choradeira, gemidos, pragas, transforma-se num sussurro de abelhas que Paulo me sopra ao ouvido. Agito a cabeça para afugentar o som importuno. Se pudesse, cobriria as orelhas com as palmas das mãos.
Afinal ignoro quem é Paulo e reconheço que minha mulher tem razão quando me oferece pedaços de realidade: visitas de amigos, colheres de remédio, a comida horrível.
Devo aceitar isso. Curar-me-ei, percorrerei as ruas como os outros. A princípio arrastar-me-ei pelos corredores do hospital, com muletas, parando às portas das enfermarias dos indigentes; depois sairei, a perna ainda encolhida, andarei escorado a uma bengala, habituar-me-ei a subir nos bondes, verei João Teodósio fazendo sinais misteriosos a um lugar vazio.
Preciso resistir às ideias estranhas que me assaltam. Bebo o remédio, peço a injeção, espero ansioso que o médico venha mudar a gaze e o algodão molhado de pus.
Entrarei nos cafés, conversarei sobre política. Uma, duas vezes por semana, irei com minha mulher ao cinema. De volta, comentaremos a fita, papaguearemos um minuto com os vizinhos na calçada. Não nos deteremos diante da porta de João Teodósio. Apressaremos o passo, fugiremos daqueles olhos medonhos de quem vê almas.
Em que estará pensando João Teodósio? Minha mulher interroga-me admirada, repete palavras incoerentes que dirigi a João Teodósio.
Sem querer, entro a palestrar com ele, de volta do cinema. Apoio-me à bengala e suspendo um pouco a perna avariada.
A ferida começa a torturar-me. Não estou de pé, cavaqueando com um vizinho amalucado, estou de costas num colchão duro. Veio-me um acesso de tosse, e o tubo de borracha que me atravessa a barriga parece um punhal. Gemo, o suor corre-me entre as costelas magras como as de um cachorro esfomeado. Tenho sede. A enfermeira chega-me aos beiços gretados um cálice de água. Bebo, ponho-me a soluçar. Os soluços sacodem-me, rasgam-me, enterram-me o punhal nas entranhas.
Estou sendo assassinado. Em redor tudo se transforma. O avental da enfermeira ficou transparente como vidro. Minha mulher abandonou-me. Acho-me numa floresta, caído, as costas ferindo-se no chão, e um assassino fura-me lentamente a barriga. As paredes recuam, fundem-se com o céu, as folhas dos coqueiros tremem, e passa entre elas o cochicho que zumbe na sala.
Paulo está curvado por cima de mim, remexe com um punhal a ferida. Estertor de moribundo na floresta, perto de um pântano. Há uma nata de petróleo na água estagnada, coaxam rãs na sala.
Não conheço Paulo. Tento explicar-lhe que não o conheço, que ele não tem motivo para matar-me. Nunca lhe fiz mal, passei a vida ocupado em trabalhos difíceis, caindo, levantando-me, cansado. Peço-lhe que me deixe, balbucio súplicas nojentas. Não lhe quero mal, não o conheço.
Mentira. Sempre vivemos juntos. Desejo que me operem e me livrem dele.
Sairei pelas ruas, leve, e o meu coração baterá como o coração das crianças. Paulo ficará na mesa de operações, continuará a decompor-se no mármore do necrotério.
O que estou dizendo, a gemer, a espojar-me, é falsidade. Paulo compreende-me. Curva-se, olha-me sem olhos, espalha em roda um sorriso repugnante e viscoso que treme no ar.
Uma figura branca desmaia. O burburinho finda. Alguém me segura novamente o braço, procurando a artéria. O punhal revolve a chaga que me mata.

- Graciliano Ramos
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2018.12.06 17:08 IvoryAx Conheçam nossa equipe!

Conheçam nossa equipe!
Hey, amigos!
Estivemos ocupados com a atualizaçlão de amanhã, mas decididos escrever esse post para dar uma chance a você de nos conhecer um pouquinho melhor. Nós amamos nossa comunidade (Vamos fazer a #scummunity acontecer eventualmente, espere pra ver) e nós queremos que vocês saibam que nós somos pessoas reais, com rostos, opiniões e não apenas "uma empresa", então esperamos que vocês gostem dessa visão do que é o dia-dia na Gamepires.
Desde que SCUM foi lançado em Early Access, nosso trabalho tem aumentado exponencialmente, então naturalmente tivemos de contratar mais pessoas, mas para fazer isso, nós precisamos primeiro de um escritório maior. Nosso escritório atual é um pequeno apartamento reformado, e apesar de divertido e confortável, por ser pequeno nós não podemos apenas contratar mais pessoas precisamos de uma nova casa! E nós temos - nós encontramos um lugar que atende a todas nossas necessidades. As renovações tem levado mais tempo que o esperado, mas se tudo der certo podemos nos mudar em Janeiro!
Deixe-me apresentar primeiro - Eu sou Tena e sou a gerente de marketing na Gamepires. Isso significa que sou diretamente responsável por todas nossas atividades de marketing, tanto em relação a empresa ou jogo. Trabalho junto com o Josip, nosso gerente de comunidade, o qual é responsável por todas nossas atividades nas redes sociais. Em teoria. Em na prática, é algo como: Josip cria um meme, me envia e pede se é apropriado tweetar. Nove a cada dez vezes não é. Ele tweeta de qualquer forma enquanto ri em sua mesa. O meme é engraçado, então eu deixo passar.

Aqui é um foto do Josip e eu em um jantar na empresa. Eu tweetei essa foto e as pessoas gritaram com a gente que não devíamos estar comendo enquanto o jogo não está pronto. Então ficamos bêbados só pra provocá-los.
Ivona é um dos novos contratados. Ela é uma talentosa artista 2D capaz de criar lindas artes, desde visuais para nossos estandes em exposições, tatuagens para o jogo, artes conceituais, ou memes para o Josip. Nós três juntos somos o The Meme Team(Time do Meme). Ninguém nos chama assim, mas eles irão. Talvez.
Aqui é um foto da Ivona e do Josip se agachando ao estilo russo(pose de quebrada) em frente ao escritório e apenas sendo os fofos que eles são. O motivo do Josip estar em duas fotos nesse post é porque ele veio até minha mesa e disse que queria no mínimo duas fotos. Eu senti pena dele, o cara só quer um pouco de atenção da internet, então eu aceitei.
Ivona responde diretamente ao Pong, nosso diretor criativo. Pong monitora qualquer e toda coisa relacionada a arte ele é a mente por trás de toda direção de arte de SCUM. Ele também tem um senso de humor bem específico, que fica bem óbvio para qualquer pessoa que joga SCUM - pênis, defecar, urinar etc. - isso foi ele, tudo ele. Pong também é a face padrão dos personagens, então não, aquilo não é o Putin, ele apenas se parece com o Putin, mas ele costuma usar uma barba, então não é tão perceptível.

Aqui é o Pong vestido como o Luigi. Eu roubei essa foto no facebook pessoal dele e estou ciente que não é realmente o Luigi. Mas é uma ótima foto, então por que não.
Recentemente foi feito um comentário na nossa comunidade da Steam dizendo que todos nossos personagens eram "russos demais". Bem amiguinho, é porque a maioria deles são escaneamentos de nossas cabeças e nós somos russos da vida real. Desculpa! Nossa segunda face padrão pertence a Švarc. Švarc é um artista 3D e o mais sério de todos nós. Aparentemente, ele também é um ótimo dançarino de salsa e foi assim que ele conheceu sua esposa (ele se casou recentemente, vão dar os parabéns a eles) mas ninguém pode ter certeza disso porque ninguém sequer consegue imaginar ele dançando. Ou sorrindo. Não dá. Ele pode ser um robô até onde sabemos.
\"Hey Švarc, vou tirar uma foto para o post, mas você não pode sorrir porque eu disse pra todo mundo que você nunca sorri.\" \"Oh, okay, claro.\"
Pong e Švarc dividem uma sala com o Iggy. Iggy é oficialmente um animador. Não oficialmente ele também ajuda em cinemáticas e edições de vídeo, e ele também ajuda a administrar a comunidade respondendo a comentários de trolls em nossa página da Steam. Ele também gosta de trollar online, então funciona.

Iggy com seu copo de Natal que ele usa durante todo ano.
Darian também ajuda a administrar a comunidade apesar de ele ser primeiramente um artista 3D. Ele diz que faz isso porque ninguém fala inglês tão bem quanto ele, então ele tem nos feito um favor. Todos nós falamos inglês e ele nem é tão bom assim, mas nós decidimos deixar ele acreditar nisso porque precisamos de toda a ajuda que pudermos ter. Seus hobbies incluem ser o metaleiro do escritório e o sacrificio de cabras bebês ao Satanás à meia-noite.

Darian sacrificando uma jovem virgem a Bafomé durante uma lua cheia recente. Ela não sabe de seu destino, triste.
Darian senta ao lado do Danijel, um ex-entregador que virou artista 3D e que tem como especialidade genitálias. É sério, todas as genitais em SCUM foram feitas por ele, e nós temos uma extensa coleção de fotos para provar isso.

Danijel investigando o sistema reprodutivo feminino para ser um melhor marido pra sua esposa.
Sabe aquele cara que parece um supervilão dos filmes do Jason Statham? Cheio, calvo e assustador? Todo mundo conhece esse cara. Bem, na Gamepires esse cara é o Štimac um ex-arquiteto que se tornou artista 3D. Isso é válido até você falar com ele e então ele te mostrar com entusiasmo uma foto da sua gata, Točkica(Dottie).

Štimac em sua mesa sendo assustador.
Mirko, também um artista 3D, senta perto dele. Ele gosta de se fazer de durão, mas nunca dá certo com ele porque ele nunca consegue dar uma de durão sem rir para salvar sua pele. Ele também tem um gato com nome de garota, Ljubica (Violet), a qual ele adora falar sobre. Monitorando nosso time de 3D temos o Damir. Você pode saber que ele está por perto só de sentir a aura de pai emanando do canto escuro aonde ele senta e de vez em quando diz "HEY!" quando alguém diz um palavrão. As vezes nós falamos bobagens de propósito só pra ele vir falar com a gente porque muitos de nós temos problemas paternais.

Mirko e Damir \"não gostam de ser fotografados\", mas ele vão fazer pose sempre que tiver uma cãmera por perto, mas eles precisam que você saiba que \"não gostam de ser fotografados\".
Nosso cara do som é o Ratko. Ele é o cara que você procura para qualquer coisa relacionada a sons ou música. Sabe o som que seu personagem faz quando caga? Aquilo foi Ratko gravando a si mesmo quando cagava. Nós não brincamos em serviço quando se trata de realismo. De nada!

Ratko e sua Bola Gigante™
Dobrila é nossa nova programadora e uma das três mulheres na Gamepires. E primeira coisa que ela disse para a Ivona e pra mim é que ela não tem costume de ficar com garotas porque na universidade dela a maioria era de garotos. Nós vamos começar a peidar e arrotar alto para fazê-la se sentir melhor, mas Andrej estava passando por perto então não fizemos isso porque não queríamos ter de nos explicar. É que o Andrej também fala MUITO. Oficialmente ele é nosso diretor técnico. não oficialmente é um Xamã. Ele também possui faixa preta e 3º Dan em Taekwondo, então tenha isso em mente da próxima vez que você postar "Esse jogo já era" depois de jogar por 20 minutos.

Mirko e Andrej com seus brinquedos em uma exposição. Mirko ainda não gosta de ser fotografado.
Jesus é o nosso louco. Ontem eu perguntei pra ele porque as pessoas o chama assim e ele disse que é porque faz milagres. Eu acho que ele esperou por anos pra alguém perguntar isso a ele pra que ele pudesse fazer essa piadinha. Ele é obviamente um programador e ninguém sabe seu nome real.

Jesus e seu papai, Deus.
Patrik é um programador e nosso Milenar de Escritório™. Tem outros de nós, mas Patrik é mais um Milenar de Escritório™ à risca. Ele acha que todas nossas piadas são vergonhosas e faz caretas pra gente quando perguntamos o que tem de novo no Snapchat. Ele também faz jogos bonitinhos de plataformas em feiras de jogos indies só pra mostrar o quão Milenar de Escritório™ ele é.

Olha esse milenar sentado fazendo coisas de milenar.
Dini é nosso principal programador o que é ótimo porque significa que ele não tem que falar muito. Seria estranho porque ninguém consegue entender o sotaque dele. Nós todos apenas sorrimos e fazemos sinal com a cabeça varias vezes e então ele faz a mesma coisa. Ele gosta muito de saladas por alguma razão. Nós vemos ele comer saladas todos os dias, mas talvez não consigamos entender isso porque não entendemos ele.

Dini fingindo comer pizza em um sofá. Mas é só pra foto, ele só come saladas.
John é uma pessoa muito misteriosa e ninguém sabe muito sobre ele. Sabemos que ele é um programador senior e que veste muitos suéters. A lenda diz que ele falou uma vez, mas não gostou muito, e então decidiu nunca falar novamente.
Uma foto do John vestindo um suéter e não falando.
Hrco está sempre sorrindo. Não é brincadeira, aquele cara está sempre feliz e nem está usando drogas. Ele trabalha como um animador, mas também ajuda a pedir comida para a equipe, tarefa que ele faz da maneira mais inconveniente e complicada possível. Ele senta ao lado do Bruno, um programador e nosso candidato ao "30 under 30". Ele deve ter algum parentesco com o John porque nunca fala, apesar de que uma vez ele sorriu pra tela do computador.

\"O que nós temos que fazer?\" \"Apenas finjam estar trabalhando.\" \"Nós ESTÁVAMOS trabalhando até você vir aqui.\"
E isso é tudo de nós. Esperamos que tenham gostado de nos conhecer um pouquinho melhor. Obrigado por todo carinho constante de vocês e suporte em tornar possível pra nós fazer o que amamos com todas essas pessoas incríveis todos os dias. Amamos vocês!
Mais uma coisa, esperamos que estejam prontos para a atualização de amanhã e que todos seus itens estejam guardados de maneira segura ou escondidos.
Tchau!
Original post
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2018.11.01 23:25 Duda18 Gente estou começando a escrever o meu primeiro livro, explicando oq é o karma, vou posta o começo para voces darem opiniões

A história se passa então em um pequeno vilarejo na cidade de Capão do Leão, cidade situada no estado do Rio Grande do Sul. O vilarejo o qual me refiro é o bairro Cerro do Estado, conhecido por muitos turistas que venham desfrutar de suas vistas naturais, e principalmente de sua praça, e é exatamente ai que me refiro.
Como em todas as praças existem balanços, porem tinha um certo balanço que sempre chamava um pouco a atenção do Padre Charles Augusto. Ele era padre da pequena igrejinha localizada ao lado da praça, todos os dias de manhã ele ia ate a igreja para fazer sua oração como de costume, logo depois fazia um passeio pela praça, e aquele balanço de cor amarela chamava sua atenção, sempre que chegava perto dele sentia uma energia diferente que o deixava com uma pulga atrás da orelha, o porquê dessa desconfiança ele não sabia.
Certo dia então ele resolveu sentar-se nele, sentiu então um arrepio que percorreu sua espinha e o trouxe certo desconforto, fechando seus olhos fez em pensamento a seguinte pergunta:
- Existe alguma criatura que esta apossada deste balanço?
Nada aconteceu então ele seguiu:
- Se existe, por favor, se faça presente.
De novo, nada aconteceu então o padre se levantou pensando então que tudo não se passava de loucuras de sua cabeça, virou as costas e deu dois passos em direção a igreja para ir embora, quando derrepente o balanço fez um barulho estranho, como se alguém tivesse sentado nele, a padre então assustado para e se vira para o balanço novamente, e não acredita no que vê.
Uma menina, de cabelos escuros, a pele pálida, mais branca que um papel, usava um vestido branco, aparentava ter em media uns 12 ou 13 anos, como ela tinha ido parar lá o padre não sabia. Tremendo ele então olha fixamente para a menina que tinha um olhar profundo, como se estive vendo sempre além do que existia, ele senta ao lado da menina em outro balanço e então pergunta:
- Menina, onde estão seus pais?
Ela então se levanta, vai até ao padre e fala em seu ouvido:
- 10, 9, 8, 7
O padre então aterrorizado e sem entender absolutamente nada questiona
- C-como assim menina? O que você quis dizer com isso?
A menina permanece calada, aquele silencio agoniava cada vez mais o padre, que sentia novamente aquela sensação esquisita, nem ruim nem boa, e aquele arrepio percorre novamente a sua espinha, o bairro era pequeno, então ele conhecia a maioria das crianças de lá, portanto ele resolve perguntar, e acabar com aquele mistério:
- Quem é você?
A menina sorriu de um jeito macabro, e logo depois começou a rir descontroladamente, aquilo deixou o padre tremendo mais que vara verde, logo em seguida ela disse:
- Quem sou eu? Eu sou o ‘’Karma’’. Sou aquilo que não propaga o bem nem o mal, não tenho nenhum tipo de sentimento, não tenho pena de castigar se tiver que castigar, mas também não bato palma para quem faz o bem, simplesmente, dou-o o que merecem.
O padre fica boquiaberto com as palavras da menina e pergunta:
- Bom, me explique melhor essa historia de ‘’Karma’’ por favor, menina.
A menina então responde:
- Ora meu bom homem, vai dizer que nunca ouviu falar nisso? Logo você um homem de Deus.
- Não costumamos falar sobre isso menina, por tanto infelizmente ou felizmente sou desconhecedor desta palavra, poderia me dizer então o que significa?
A menina em um tom de deboche responde logo em seguida:
- E a frase ‘’você colhe o que planta’’ nunca ouviu falar também Charles?
O padre se assusta com suas palavras:
- Menina como sabe meu nome, chega disso, eu irei chamar seus pais.
A menina sorri mais uma vez:
- Pais? Que pais padre, eu não tenho pais, não tenho nem se quer fisionomia.
- Mas como não, eu estou te vendo, conversando com você, você é uma menina não é?
- Isso é a imagem que você tem de mim, tem certeza mesmo que nunca ouviu falar de mim, tenho certeza que já ouviu falar em Karma.
O padre então se levanta.
- Bom, se eu lhe disser que não vou estar mentindo, já ouvi falar sim, meio por cima.
- Sim, e eu saberia se estivesse mentindo.
O padre arregala seus olhos castanhos e pergunta:
- Como assim saberia?
- Padre, eu vejo sua aura, assim como vejo a de todos que por aqui passam, de todos os seres que habitam essa terra.
-Aura seria o meu campo de energia não?
- Sim senhor, vejo que o senhor é um homem bom, mas já deu seus deslizes não é mesmo Charles Augusto?
O padre fica vermelho e da logo uma tossida para disfarçar.
- Bom, não quero entrar em detalhes de minha vida pessoal, afinal todos nos somos seres humanos e erramos.
- Sim, esta certo disso, porem nada passa em branco meu senhor, tudo que vai volta, a lei do retorno, ou melhor, do ‘’karma’’ jamais falhara, eu me encarrego disso, e não costumo dormir em serviço, bom tenho que ir agora, foi bom conhecer o senhor.
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2018.10.11 02:26 RealFakeEmo Fobia Social Extrema , existe alguma esperança para mim ?!

Eu sei que devem existir pessoas em situação similar a minha , mas é aquela coisa , cada pessoa lida de forma diferente com seu problema , eu por exemplo não estou conseguindo lidar , e por isso irei tentar desabafar aqui o que me aflige ...
Bom , já tenho 25 anos e tenho fobia social , não sei desde quando , mas sei que desde a infância sempre fui uma criança tímida e quieta , mas as coisas começaram a ficar ruins na adolescência mesmo , embora eu na minha inocência achasse que o problema se resolveria com o passar dos anos ( coisa que não aconteceu e só foi ficando pior com o passar do tempo ) quando tinha uns 13 pra 14 anos passei por uma psicóloga , mas na época eu achava que estava tudo bem ( mesmo não estando , sofria bullying pelo meu comportamento , era chamado de autista e etc ) acho que uma das piores experiências vieram logo 1 ano depois , fui fazer segundo grau de formação de professores ( mais pela vontade da minha mãe do que minha mesma , minha inocência da época falando alto novamente ) e foi uma das piores experiências da minha vida , assim que eu soube que teria que estagiar logo no primeiro ano , bom reagi da pior forma , comecei a faltar direto , até por conta disso , passei a ganhar o apelido de " Turista " , meus pais descobriram e foi tenso , bom depois disso , eu comecei a ser vigiado pelos meus pais , mas eu ainda sim faltava quando dava , bom a minha relação com o pessoal da minha sala era terrível , eu tinha uma " amiga " mas as vzs ela me fazia me sentir tão merda quanto qualquer outra pessoa da sala , o meu comportamento extremamente tímido não era compatível com aquele lugar , com isso repeti de ano ( isso era meio óbvio até né ) bom teve algo bom nessa escola , foi um reforço que a prof de português mandou as pessoas que estavam mal nela fazerem , conheci umas pessoas legais nesse reforço , principalmente uma garota muito boazinha e legal , mas isso durou pouco tempo infelizmente , mas posso dizer que foi a única coisa boa que vivi nessa escola , depois mudei pra uma escola perto de casa ( formação geral ) posso dizer que as coisas comparadas com a escola anterior foram bem melhores , principalmente no primeiro e terceiro ano , que consegui ter umas amizades legais ( era coisa só de colégio msm , mas era melhor do que nada né ) terminando o ensino médio que o problema começa a vim a tona , pré vestibular , enem 3 vzs e nada , a segunda vez que tentei o pré vestibular , não durei 1 semana , por causa da fobia social , foi uma das coisas mais humilhantes da minha vida .. Vivi um momento anterior a esse que eu posso dizer que foi o meu melhor momento da minha vida , um grupo de " amigos / colegas " formando uma banda só pra brincar mesmo , pq na época geral era péssimo rsrs , mas sem motivo algum ( ou com uma justificativa muito ruim ) a banda acabou , os caras acabaram com o negócio via facebook , foi triste o lance , meu irmão fazia parte disso junto comigo e até hoje a gente tenta entender o que fizemos de errado pra o negócio tão legal acabar assim , o foda é que depois disso parece que todo o progresso que eu estava fazendo voltou a estaca zero , bom logo após o vexame no pré vestibular , surgiu um curso profissionalizante pra mim fazer , na área de informática , foi aí que eu fiz um " trato " com minha mãe , que ela não me faria mais eu ficar tentando enem e faculdade o tempo , eu meio que prometi que até o final desse curso eu seria outra pessoa ( outra vez sendo inocente ) vale ressaltar que já estava em psicólogo e psiquiatra nesse tempo , desde 2013 até hoje em dia ( mas já parei e voltei com o tratamento várias vezes , hoje em dia to parado ) voltando ao assunto , concluí o curso , mas não merecia sabe ( aliás mais da metade da sala tmb não merecia ) foi tipo aquele lance de aprovação automática sacas ? Bom era coisa do Pronatec ( Governo ) então era de se esperar .. Tive alguns progressos nesse curso , por exemplo , apresentei trabalhos pra minha sala inteira ( isso umas 3 vezes ) coisa que achava impossível , pois meu histórico sobre isso era ruim , foi muito bom vencer esse medo ( mesmo com a ansiedade a mil kk ) mas o curso acabou e eu não aprendi praticamente nada , e a promessa ( trato ) com minha mãe foi pro ralo mais uma vez ( compus até uma música sobre esse fato kkk eu sei que isso é in relevante mas quis apenas relatar isso ) nesse meio tempo também voltei a fazer curso de inglês , essa no caso foi a terceira vez ( e nenhuma das 3 vezes consegui concluir o curso por completo ) a primeira vez eu tinha 12 pra 13 anos , parei no início do avançado , era pago e eu era bolsista , e não consegui a média pra passar , a segunda vez foi quando eu tava terminando o segundo grau , isso lá pra 2011 , desta vez quase cheguei a concluir , mas sempre tem algo que estraga as coisas kkk , esse curso era particular mas era a prefeitura que pagava , bom acabou dando ruim justamente por isso , a prefeitura parou de pagar e ferrou , dos 3 cursos esse pra mim foi o melhor ( mesmo tudo não sendo o mar de rosas o tempo inteiro ) pois meus irmãos faziam junto comigo ( os primeiros períodos pelo menos ) e tmb por causa de uma paixão platônica que tive , gostei da pessoa pq ela me deu atenção , eu me achava tão desinteressante mas ela me tratou meio diferente do que eu estava acostumado , sem contar que ela era muito linda , mas infelizmente eu não tinha chanche , chorei quando ela disse que tinha namorado , mas foi bom sentir isso , embora ser correspondido pareça ser algo impossível , ainda mais com os problemas que tenho .. A última vez que tentei novamente o curso de inglês , dessa vez foi público , mesmo assim deu ruim novamente , o foda é que todas as vezes eu tive que iniciar do zero , começar do básico , e no final acabei no intermediário , o curso ia até o avançado , mas pela crise do governo , parei no intermediário , isso em 2016 ..
2017 e esse ano 2018 , tem sido anos mortos , tudo que eu vivi no passado me influência de uma maneira tão negativa , que tá foda pra reagir , todo dia acordo insatisfeito com vontade de mudar , mas o medo é muito grande ! Pensar em Faculdade e arranjar emprego me deixa triste , o que eu penso é que não adianta fazer essas atividades se for só pra vc se sentir mal , as pessoas te tratarem mal por seu comportamento ser diferente do deles , eu passei muito por isso nas escolas e cursos/ igrejas da vida e estou cansado disso , em nenhum momento eu pedi pra ser dessa maneira , isso não foi escolha minha ! Eu queria que as coisas fossem mais simples , paras as pessoas sem esse transtorno tudo parece .. Vou ser sincero aqui , não cheguei nem perto de tentar tudo nessa vida , confesso que estou bem " acomodado " mas se vc estivesse no meu lugar como vc agiria ? 25 anos , sem objetivo nenhum na vida , sem vontade nenhuma de cumprir obrigações ( estudar e trabalhar sem motivação , sem gostar , se torna apenas obrigação ) sentindo todo dia um vazio e um tédio inexplicável , na verdade a explicação é que a rotina já saturou , cheguei ao ponto que ir na rua ou ficar em casa da no mesmo , até consigo sair na rua de boa , andar nos bairros aqui próximo , ir no mercado na padaria ( nunca foi um grande problema pra mim embora já tenha lido relatos de pessoas com fobia com essa dificuldade ) até nos médicos eu estou conseguindo ir de boa , e isso foi talvez o único progresso que tive esse ano , e só aconteceu pois minha mãe ficou internada e tive que encarar sozinho e isso foi muito bom mesmo com a ansiedade inicial , foi um ótimo progresso , mas não é o suficiente , eu me sinto um inútil , não tem um dia que eu não me sinta triste com o que me tornei , meus pais não irão viver para sempre , todo dia sou atormentado com esse sentimento e não consigo reagir , a rotina já saturou , ainda consigo me entreter com músicas , livros , animes , facebook , mas o sentimento ruim vem e destrói a sua alegria passageira , tá difícil demais lidar com isso , nem desabafar com meus pais eu to conseguindo , só tenho amigos virtuais e que moram longe , meus irmãos se tornaram uma versão menos pior minha , e olha que eu sempre quis ser como eles , mas a vida tmb não foram justa com eles .. Queria ser como aquelas pessoas que não sente falta de ter amigos , vida social , que fica de boa com sua solidão , mas infelizmente não consigo ser dessa forma , mas admiro e invejo demais quem consegue !
E então galera , ainda existe alguma esperança pra mim ? Alguém aqui já viveu ( ou vive ) algo igual ou similar a isso ?
Bom esse foi meu desabafo , ainda faltou muita coisa , mas acha que com isso já foi mais do que o suficiente , pra entender minha situação !
Obs : Sorry pelo textão kkkk
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2018.02.14 11:59 Alfre-douh Pré-Valentinos

Antes de entrar no café endireito o cachaço, tiro as mãos dos bolsos para abrir o quispo e descubro a cabeça, raspo os pés no tapete com estrias de borracha já gastas e entro. Televisão ligada no canal de notícias do CM com um notícia qualquer sobre mais uma mulher maltratada por um marido desempregado, deprimido e caído num marasmo de inatividade e inutilidade. Ninguém presta atenção. As conversas de café, com focos muitos próximos uns dos outros, são a principal música ambiente. Recentemente limitadas, normalmente funcionam em ciclos e são fortemente influenciadas pela mediatização que determinados assuntos ganham, na ausência disso algumas pessoas são mais fechadas e outras mais abertas. As mais abertas falam de pormenores sórdidos da vida pessoal tratando as mais fechadas como melhores amigos, confidentes e merecedores da confiança barata que têm para vender, os mais fechados dividem-se em dois grupos: os que não se importam de ouvir e os que, reféns eternos do dever moral de cortesia, suportam com vontades de mutilação pessoal e procedimentos de medicina dentária a frio as vivências das pessoas mais abertas. Eu pertenço ao grupo das mais fechadas, obviamente, uma conversa de café nunca deve passar para o campo intimo, isto é, o que sentimos nos afetar e a condicionar a nossa forma de estar de modo algum deve sobressair numa conversa de café. É das poucas convicções que tenho, embora seja aquela de que mais depressa abdico se houver um bom vinho ou whiskey. O álcool, na medida certa, é uma meretriz/massagista macaense: desinteressada, exótica, de aspecto frágil mas com uma força suficiente para nos desentorpecer, mãozinhas de anjo e, claro, a confidente ideal porque nos faz sentir tão bem que nos leva a oferecermos-lhe em gratidão aquilo que nos é mais precioso, os nossos segredos, o prazer faz-nos sentir compreendidos basicamente é isso.
Olha, está cá o Aníbal. Adoro este tipo. O Aníbal é daquelas pessoas pacatas e de conversa fácil mas curta, condensada é a melhor palavra para descrever a interação com ele. Sempre que falo com ele fico mais ou menos bem disposto. É um tipo fora do comum, tem algumas barreiras sociais e actos pouco adequados às situações, mas não há um pingo de maldade ou presunção na sua forma de ser. A sua autenticidade, com todas as suas manias e trejeitos, leva-me sempre a desafiar-me a mim próprio, a levantar perguntas sobre a minha autenticidade, a querer saber porque é tão importante para mim e tão necessário dissimular uma personagem: “o” Alfredo, um Alfredo apelativo e comercial. Nunca vou muito longe porque ao mesmo tempo que o faço analiso também os seus tiques e as suas deixas tão fora do comum. Estico a mão para o cumprimentar, e ele sorri, um sorriso genuíno por me ver que me faz sentir especial, faz-me sentir um tipo especialmente porreiro e isso é...porreiro. Estende-me a mão com um recibo qualquer entrelaçado nos dedos, demora um segundo a aperceber-se e de seguida pega no recibo e coloca-o encima do balcão, alisa-o com cuidado e lá me cumprimenta. "Este tipo é fascinante" penso eu, meio (positivamente) embaraçado depois de ter estado com a mão esticada para o cumprimentar a assistir a todo aquele procedimento.
“Tão?! Isto é que está um dia de chuva, han?!”
“É! As aranhas é que não se dão bem em dias assim”
“Não?”
“Nem por isso, as teias ficam molhadas e os insetos dão pela presença delas”
“Ah pois”
“Bicho curioso, nunca se vê uma aranha a descansar as pernas, tão sempre a planear qualquer coisa”
Ao mesmo tempo que diz isto coloca as pontas dos dedos sobre o balcão e com os nós fletidos simula a postura de uma aranha.
“É verdade, nunca têm caimbras as filhas da puta!”
Arrependo-me imediatamente de asneirar. Vê-se que lhe causa algum desconforto ouvir palavrões. Deve ter alguma coisa a ver com ter levado porrada em miúdo, deve-lhe lembrar os abestados que se metiam com ele. No entanto é esta a conversa típica que se tem com o Aníbal, que de tão vaga e fora do comum parece ter milhões de significados subliminares. Se calhar a palavra certa para descrever a conversa que se faz com ele é densa.
Vai pedir mais uma imperial, retirando duas moedas de 0,50€ de uma bolsa da carteira e uma moeda de 0,20€ de uma outra bolsa. Esta é a característica dele que as pessoas utilizam para categoricamente o considerar um tipo estranho. “O Aníbal pá! Tu sabes quem é! É aquele tipo que tem sempre montes de moedas e que paga sempre a quantia certa, tem uma paranóia qualquer quanto a receber trocos, tu sabes quem é!” e toda a gente se lembra logo de quem é o Aníbal. É verdade, é o único tipo que alguma vez conheci que tem essa panca, e as pessoas, por nunca saberem ao certo o que achar disso, reagem com sorrisos de ambivalência. É das coisas mais transversais, o desconforto balanceado que uma pessoa sente quando se depara com alguém que faz algo inconsequente fora de comum, que tem daquelas pancas que não chateiam ninguém, mas que nos deixam sem saber o que pensar de tão habituados que estamos a moldar o nosso comportamento em função da apreciação de terceiros. De facto é essa talvez a característica dele que mais fica na memória, mas se uma pessoa tiver com ele um bocado o desconforto passa a ser uma piada periódica. Lembro-me de uma vez que o vi no supermercado, o total das suas compras dava 17,88€, ou coisa assim, ele paga em moedas e com o jeito dele fica com um sorriso amistoso e compreensivo a olhar para a moça da caixa a contar o dinheiro, ela engana-se e ele diz “não leve a mal, mas tenho a certeza que dei certo, conheço as moedas, todas têm a sua história própria”, ela conta outra vez o dinheiro enquanto ele espera já com as compras ensacadas mais um longo minuto, até que ela diz “tá certo desculpe lá” e ele acena, sem qualquer altivez, genuinamente compreensivo, toda a gente na fila que ansiava o desenlace esboça um sorriso e ficam a vê-lo afastar-se meio atarracado até às portas automáticas.
Estamos ao balcão, lado-a-lado, eu acabei por também pedir uma imperial e instala-se uma pausa confortável na conversa que me faz lembrar em forma de um filme esse episódio no supermercado. Entretanto entra uma senhora, a Laura. Tem um cabelo grisalho, liso, muito bonito que lhe cai, solto pelos ombros, anda sempre vestida com camisolas polares, a minha mulher diz que é por ela ser antropóloga marinha, “as mulheres científicas têm uma adoração pela Quechua” diz ela, eu torço o nariz à ideia, mas a verdade é que não é o tipo de comentário em que ela está completamente errada portanto calei-me. Ela dá um ligeiro encosto no Aníbal e pede três pacotes pastilhas de menta, “podem ser estas aqui?” “não, têm mesmo de ser das super frescura se não se importar”. E é aí que me lembro da minha mulher me contar a história da Laura antropóloga marinha. Segundo a minha mulher, ela desde muito nova que tem problemas de fígado que lhe provocam mau hálito, no entanto não ligava muito a isso, obviamente que a punha pouco à vontade, mas seguia a sua vida normalmente, até que teve um filho e aí começou a ficar obcecada com a ideia de que o bébé iria criar uma rejeição à própria mãe por esta ter mau hálito. Foi então que começou a consumir todo o tipo de porcarias para alterar o hálito, rebuçados, smints, tictacs e pousou de vez nas pastilhas de super frescura, daquelas que os putos dos anúncios ficam em gelo quando as consomem. Tenho uma vaga ideia da minha mulher dizer que ela se separou do marido porque este, em situações públicas, tinha a mania de lançar a piada de que ela nunca na vida iria ter problemas com os poços de ar ao andar de avião. Acho que contava sempre a mesma piada e ficava-se a rir na cara dela, até que ela um dia perdeu a cabeça, cuspiu-lhe uma pastilha à cara e pediu o divórcio.
Quando vai a pagar, o Aníbal sem querer dá-lhe um toque com o cotovelo e ela deixa cair no chão três maços de moedas embrulhadas em papel.
“Moedas embrulhadas! Deixa-as mais confortáveis, não é assim?”
“Sim, costumo andar com as moedas assim para ter sempre a quantia certa para pagar as pastilhas”
O Aníbal responde com um sorriso que desarma imediatamente a ideia da Laura de que esta tinha sido uma deixa a evitar. Ela, olhando-lhe nos olhos ri-se também e levanta-se com as moedas na mão.
“Também sou assim, adoro ser meticuloso com o dinheiro e ter sempre a quantia certa. Acho que as pessoas se esquecem do trabalho e precisão que está por detrás de cada moeda, da arte e simbolismo cultural da troca de um produto por um valor representativo”
“Sim também acho bonita essa associação, normalmente as pessoas olham para mim e acham-me uma maluquinha, pensam que eu devo passar a vida a jogar em slotmachines ou assim”
Começo a sentir que se está a passar qualquer coisa para a qual a minha cabeça não está preparada para assimilar, como consultas de acompanhamento familiar para estrelas-do-mar ou co-adopção por casais homossexuais.
“Bem tenho que ir andando, muito prazer em conhecê-lo sou a Laura”
“Aníbal! Prazer é todo meu”
Trocam dois beijos na face, tão desajeitados e vermelhos que chegam a comover esta velha carcaça de cínismo, que bebe mais um gole enquanto se apresentam e se despedem. Ela precipita-se então para a porta. E é então que: “Laura espere”, o Aníbal tira rapidamente duas moedas de 0,50€, duas de 0,20€ embrulha-as no recibo que trazia ao início na mão e dá-lhe.
“Quando comprar o próximo pacote de pastilhas espero que lembre com prazer esta nossa pequena conversa”
Ela retribui-lhe o sorriso mais terno, que decai para um sorriso lascivo e diz escrevinhando num papel: “Tem aqui o meu número, fico à espera que numa próxima vez as pastilhas acompanhem um café e uma boa conversa”.
O Aníbal aceita embasbacado e fica, com um ar ridículo, mas que para quem o conhece perdoável, a dizer-lhe adeus à medida que ela segue rua fora.
Já na minha varanda a fumar, reproduzo a cena na minha cabeça. Coitado do Aníbal, parece que o estou a ver a ir com dinheirinho contado comprar preservativos no supermercado, com aquele ar dele atarracado, mas de tipo cinco estrelas.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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